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Cidades • 29 de março de 2017 • 14h01

Mato alto preocupa moradores da zona oeste

Margeando a linha do trem, o local que fica entre as ruas São Benedito e Oseias Furtoso, precisa urgente de uma roçagem

Chuva e calor, uma combinação que não agrada em nada os moradores do jardim Santo André, região oeste da cidade. Isso porque eles enfrentam um problema muito comum, o mato alto. Com essas condições climáticas a vegetação cresce, mas falta alguém para roçar

Perigo atrás da moita

Recentemente, o Jornal União esteve na região para mostrar o lixão. Como se não bastasse tal problema, o mato também resolveu incomodar os moradores. Caminho obrigatório para aqueles que precisam se deslocar para outro bairro, o local é passagem frequente de pessoas, e o perigo pode se esconder logo ali, atrás da moita. Como nos relata Sergio Antônio Rodrigues, coordenador do Conselho Local de Saúde. “O mato está enorme, temos uma passagem aqui, para um bandido se esconder e atacar alguém, principalmente durante a noite, não custa nada, nossa região sofre com a falta de segurança e esse matagal só favorece o problema”, comentou.

Abrindo o mato para chegar no ponto

Calçada não existe, ponto de ônibus tem, mas o mato atrapalha quem precisa esperar o coletivo, tanto pela falta de roçagem, como pelo motivo do tópico anterior, insegurança. Morador do bairro, o senhor Cícero de Oliveira pega ônibus diariamente. Segundo ele, o local está longe de ser o adequado em termos de acessibilidade. “Precisávamos de uma calçada, para caminhar por aqui, só seguindo pela rua mesmo, correndo o risco de ser atingido por algum veículo. Recentemente fizeram uma faixa de pedestre aqui, mas ela não dá em lugar algum, não existe calçada”, afirmou. 
Segundo o próprio morador, a última roçagem foi há cerca de três meses, tempo suficiente para o mato voltar a crescer, devido as condições climáticas. 

Jogo de Empurra

A Associação de moradores e o conselho local de saúde solicitaram no último dia 22 de março, providências urgentes em um documento direcionado a Prefeitura Municipal de Londrina e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A resposta que receberam foi de que a empreitada não cabiam a nenhum deles, mas a empresa responsável pelas linhas férreas. Como explica o presidente da Associação de moradores do jardim Santa Rita V, José Aparecido Santana. “Fomos informados de que a roçagem devia ser feita pela empresa que administra as linhas férreas, e que ela é responsável pelos 15 metros que margeiam a linha tanto de um lado, como do outro. Mas se pararmos pra ver, mesmo ela roçando os tais quinze metros, fica uma boa parte tomada pelo mato, aí devia entrar a CMTU”, explica. 

Aos moradores, a CMTU ainda não esclareceu se já notificou a empresa. Quanto a sua “parte” na roçada, informou que está sem efetivo. 

Mais notificação 

O vereador Vilson Bittencourt esteve no local, e apresentou uma solicitação que fez a CMTU, pedindo a designação de agentes para verificar as laterais da linha férrea e, dessa forma, tomasse as devidas providências. O documento consta a data de 07 de março. 
Vilson analisou a situação. “Realmente é uma situação lamentável, vemos aqui que não existe condições dignas para os moradores. Já cobrei a CMTU e estamos esperando uma posição do órgão. Temos vários problemas nesta região, mas é necessário se atentar a este com mais urgência, o problema é que, enquanto esperamos, o mato cresce”, analisou.

Vai ter protesto, sim!

Moradores pretendem fazer uma manifestação para chamar a atenção dos órgãos públicos. “Queremos uma resposta, uma atitude da CMTU, caso ninguém venha nos dar um parecer nos próximos dias, iremos parar o transporte coletivo e tomar outras atitudes no intuito de que vejam este descaso. Vamos protestar, porque é um direito nosso”, afirmou José Santana. 

Redação JU

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