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Educação • 11 de abril de 2017 • 09h11

Escolas estaduais dão lição de sustentabilidade

A preocupação com a preservação ambiental, combate ao desperdício, pesquisas de fontes alternativas de energia e a promoção de hábitos alimentares saudáveis estão entre os temas trabalhados nas escolas estaduais, por meio de projetos educacionais voltados à sustentabilidade.

As iniciativas estão previstas na Política Estadual de Educação Ambiental, estabelecida pela lei 17.505/13, que prevê ações pedagógicas que promovam valores socioculturais, experiências e conhecimentos voltados ao exercício da cidadania comprometida com a preservação, conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida. 

“Essa política é diferente de outros estados, porque envolve cinco secretarias no processo de implantação e gestão”, diz a técnica pedagógica de educação ambiental do Departamento de Educação Básica (DEB) da Secretaria da Educação, Eliane do Rocio Vieira. “A Política Estadual engloba todos os princípios das Diretrizes Nacionais para a educação ambiental na orientação da construção de escolas sustentáveis”, explica ela

GESTÃO E ESPAÇO - A Política Estadual de Educação Ambiental determina que as escolas organizem o currículo - o que o professor ensina em sala deve ser vivenciado pelo aluno na própria escola). Determina, também, que sejam organizados gestão e espaço físico, o que envolve mudanças estruturais que contribuam para a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida dos estudantes, professores, funcionários e comunidade. “São três tópicos fundamentais para a escola ser sustentável”, afirma Eliane.

Para colocar os projetos em prática as escolas recebem orientações, durante todo o ano, da equipe técnica da Secretaria da Educação via webconferências, instruções e orientações mensais por meio de escolas interativas que envolvem diversos temas da educação ambiental.

LABORATÓRIO NATURAL – No Colégio Estadual Vale do Saber, em Apucarana (Vale do Ivaí), mais de 300 estudantes do ensino fundamental e médio transformaram a horta escolar em um laboratório a céu aberto. Além de acompanhar a evolução e adaptação das plantas, os estudantes aprendem na prática conceitos vistos em sala de aula como a composição do solo, bacias hidrográficas, espécies de plantas entre outros.

“A horta escolar permite relacionar os conteúdos teóricos com a vivência prática e isso facilita o processo de ensino e aprendizagem. Os alunos conseguem relacionar e absolver melhor os conteúdos”, diz a professora de Ciências, Solange Cristina Bertasso.

O objetivo da prática é transformar a horta em um espaço pedagógico interdisciplinar. Os professores trabalham conteúdos de Biologia, Química, Matemática, Inglês e Geografia, além do processo de preparação do solo, plantio e colheita. “É um espaço pedagógico que possibilita aos alunos vários aprendizados”, lembrou Solange.

AEN



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