Agro

Chuvas e pragas desafiam produtores, mas Paraná mantém projeção de 17,5 milhões de toneladas de milho

Maior área de safrinha da história do Estado começa a ser colhida sob preocupação com o clima e a qualidade dos grãos.

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Por Da Redação
Chuvas e pragas desafiam produtores, mas Paraná mantém projeção de 17,5 milhões de toneladas de milho
Foto: Divulgação/Syngenta

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A colheita da segunda safra de milho começou no Paraná em meio a desafios climáticos que exigem atenção dos produtores rurais. Apesar das dificuldades registradas em parte das lavouras, a expectativa permanece positiva, com previsão de produção de 17,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral).

O Estado cultivou nesta temporada cerca de 2,9 milhões de hectares de milho safrinha, a maior área já registrada na série histórica paranaense. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, o equivalente a menos de 1% da área total plantada.

As primeiras áreas semeadas apresentaram desenvolvimento abaixo do esperado em algumas regiões. Entre os fatores apontados estão as condições climáticas desfavoráveis durante o início do ciclo e a incidência de pragas, especialmente o pulgão, que afetou parte das lavouras.

Apesar disso, técnicos que acompanham a safra avaliam que os impactos observados até agora não comprometem significativamente o potencial produtivo do Estado. A expectativa é que a situação se normalize nas áreas que ainda estão em desenvolvimento, favorecidas por condições climáticas mais estáveis.

Clima segue como principal preocupação

O principal ponto de atenção dos agricultores neste momento é o comportamento do clima durante a fase final da safra. As chuvas frequentes registradas em diversas regiões do Paraná aumentam o risco de problemas relacionados à qualidade dos grãos e podem atrasar o avanço da colheita.

Outro fator monitorado é a influência do fenômeno El Niño, que pode reduzir a incidência de luminosidade necessária para a conclusão adequada do desenvolvimento das plantas.

Dados do Deral indicam que mais de 24% das lavouras já estão em fase final de maturação, enquanto o restante segue em estágios de desenvolvimento.

Tecnologia ajuda a preservar produtividade

Especialistas destacam que os investimentos em tecnologia têm sido fundamentais para minimizar os impactos das adversidades climáticas. O uso de híbridos de alto desempenho, aliado ao manejo fitossanitário adequado, contribui para a manutenção do potencial produtivo das lavouras.

Com a chegada de períodos de tempo mais firme, a expectativa é de aceleração da colheita nas próximas semanas, permitindo uma avaliação mais precisa dos resultados da safra.

Mesmo diante das incertezas climáticas, o Paraná segue com perspectivas favoráveis e deve manter sua posição entre os maiores produtores de milho do Brasil nesta temporada.

Com informação da Asimp/Syngenta

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