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Londrina deu mais um importante passo para se fortalecer como Polo de Inovação Agropecuário. A Sociedade Rural do Paraná, Agro Valley, Sebrae e Codel assinaram um termo de cooperação para potencializar atividades e projetos voltados à Tecnologia e Inovação em toda cadeia produtiva do setor agro, desde o pré-plantio, criação até o pós-consumo. Esse movimento inclui empresas e startups Agritechs, FoodTechs e Healthtechs. A ação foi consolidada no último dia 09, durante o AgroBIT Brasil 2022, no Parque Governador Ney Braga. O grupo de trabalho terá, a partir de agora, quatro anos para cumprir as 78 demandas que constam no projeto.

“Está no DNA da Sociedade Rural do Paraná ser protagonista em inovações e tecnologias no Agronegócio e, por isso, lideramos esse movimento em conjunto com empresas membros da Governança do Agronegócio de Londrina e região [Agro Valley] para fortalecermos Londrina como Polo de Inovação do Agronegócio no Brasil, como foi chancelado pelo MAPA, através da Ministra Tereza Cristina, em 2019”, lembra o diretor de Inovação da SRP, Renan Salvador.

Em novembro de 2019, durante a abertura do AgroBIT, a então ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, lançou Londrina como o primeiro Polo Tecnológico do Agro, tornando a cidade o primeiro polo de outros que seriam lançados no Brasil para trazer mais tecnologia para o campo.

“Essa chancela aumentou nossa responsabilidade e, desde então, o Sebrae, SRP e diversas empresas integrantes da Agro Valley estão trabalhando em iniciativas que contribuam com a disseminação de inovação no campo para sermos cada dia mais produtivos e eficientes”, conta Salvador, que também é vice-coordenador da Agro Valley.

 “O anúncio que colocou Londrina como primeiro polo de inovação do agro foi um marco muito importante. Esse projeto vai significar mais inovação, mais desenvolvimento, mais renda e empregos, além de uma cidade, Estado e País melhores para todo mundo”, disse Alex Canziani, presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).

Objetivos Estratégicos do Projeto

O projeto que visa fortalecer o polo de inovação do setor agro de Londrina conta com seis principais objetivos estratégicos. São eles: Gerar novas empresas no setor de Agritechs e Foodtechs; acelerar o crescimento das empresas inovadoras, Agritehs e Foodtechs; atrair startups e empresas inovadoras de outros ecossistemas para o Polo de Londrina; aumentar o índice de maturidade do ecossistema de inovação agro de Londrina; atrair novos ativos tecnológicos ; e aumentar a transferência de tecnologia dos ICTS para o mercado.

Entre as grandes missões das foodtechs está aproveitar a Internet das Coisas, o Big Data e a Inteligência Artificial para transformar a indústria agroalimentar em um setor mais moderno.

A coordenadora da Agro Valley, Daiana Bisognin, acredita que através da execução desse trabalho será possível alcançar os objetivos estratégicos do projeto.  “Desta forma, teremos um ecossistema mais maduro, com informações, pesquisa e investimentos para as empresas de foodtechs, além de ser possível desenvolver ainda mais o setor e ampliar a atuação do trabalho que vem sendo realizado pela governança e todos os envolvidos nesse ecossistema”, explica Bisognin.

“Esse projeto foi construído em várias mãos, por importantes instituições, para poder trabalhar a relevância da inovação na parte agroalimentar. Às vezes a gente só consegue enxergar o agora, mas temos como exemplo o que o próprio agro faz, iniciando seu trabalho pela preparação do solo, o plantio, para depois vir a colheita. A assinatura do termo de cooperação é uma mudança de fase. Agora iremos para a prática, onde o Sebrae, em parceria com a SRP e a Agro Valley, se dedica à execução do projeto. Trata-se de um marco na história do que viemos construindo para o Polo de Inovação do Agro e acreditamos que essa união de esforços contribuirá com o nosso estado, o Brasil e também com o mundo todo”, ressalta o gerente regional Norte do Sebrae, Fabrício Bianchi.

A partir da execução do projeto apresentado na última semana, entidades, empresas e instituições que atuam com a inovação do agronegócio da região passam a ter um olhar unificado para o que precisa ser alcançado em Londrina para os próximos anos. É o que avalia o consultor do Sebrae, Lucas Ferreira. “Os seis objetivos estratégicos e as mais de 70 ações que estão dentro do projeto dão base para que, finalmente, consigamos buscar esses resultados e fazer com que o nosso ecossistema se desenvolva cada vez mais”.

Para o diretor de Inovação da SRP, Renan Salvador, a tecnologia e a inovação devem ser transversais no Agronegócio. “Por isso a nossa preocupação na qualidade dentro da porteira sobre como iremos nos comportar após consumir esse alimento. A segurança alimentar é o elo que faz essas três áreas [Agritechs, FoodTechs e Healthtechs] caminharem juntas”, afirma. “A partir dessa assinatura a comunidade poderá acompanhar o movimento da SRP e das empresas integrantes da Agro Valley com muito mais intensidade em levar tecnologia e inovação para o campo para podermos ser mais produtivos com a sustentabilidade”.

Susan Naime/Asimp

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