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O plantio do cereal começou neste mês de março em várias regiões e a previsão é que a colheita aconteça a partir de junho

Com demanda crescente em vários setores da agroindústria, o sorgo é uma cultura que vem ganhando espaço no cenário agrícola brasileiro na última década, devido à sua fácil adaptação ao estresse hídrico, versatilidade e produtividade. Este crescimento não se deve apenas à demanda contínua na alimentação animal, mas também à crescente adoção do conceito de "etanol de sorgo". O cereal vem se destacando agora como uma alternativa viável na produção de etanol.

O plantio do cereal começou neste mês de março em diversas regiões e a previsão é que a colheita aconteça a partir de junho. Os produtores esperam que a safra ocorra dentro da normalidade, mas precisam ficar atentos à umidade na hora de colher o grão. O sorgo, assim como os demais grãos, perde valor se for colhido com umidade muito alta.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, empresa detentora da marca Motomco de medidores de umidade de grãos, o ponto ideal de colheita do sorgo varia conforme o tipo de sorgo, o destino da produção e a disponibilidade de secadores artificiais. Se não houver secadores, o sorgo deve ser colhido com 13% de umidade nos grãos. Se houver secadores, pode-se colher até 18% de umidade e depois secar até 13%.

Para garantir a qualidade da produção no momento da colheita, os produtores podem recorrer ao uso de medidores de umidade de grãos, que auxiliam no monitoramento preciso da umidade. “Coletar amostras de grãos de várias partes da área plantada antes da colheita é uma prática recomendada para verificar a umidade e garantir um planejamento eficaz, reduzindo custos com secagem e armazenamento”, afirma o engenheiro agrônomo.

“Pelas características, os grãos de sorgo podem ser armazenados por longos períodos sem perder a qualidade. Para isso, o armazenamento de grãos deve ser feito em local limpo, seco e ventilado”, complementa Smolareck.

A gestão eficiente do armazém é fundamental para garantir a qualidade do sorgo, como ressalta Gabriela Araújo, Gerente de Armazém da Cooperativa Comigo, em Goiás. Para ela, é crucial compreender que o sorgo requer os mesmos cuidados que outros grãos, como soja e milho. Desde a classificação até a secagem, cada etapa é vital para preservar sua integridade.

Gabriela destaca a importância da umidade adequada do sorgo, enfatizando que manter cerca de 13% é essencial para evitar problemas de contaminação e garantir sua qualidade. “Para isso, algumas medidas são necessárias, como a coleta regular de amostras e um cronograma bem definido para questões sanitárias Gabriela .

Ela enfatiza a necessidade de agir preventivamente, adotando medidas antes que os problemas ocorram, mantendo o foco na qualidade. “Dessa forma, a classificação dos grãos é uma etapa importante para remover impurezas que podem comprometer a qualidade do produto final e afetar sua armazenagem. Isso inclui pesagem, beneficiamento, limpeza, secagem”, afirma ela.

Portanto, tanto a secagem quanto a limpeza adequada são fundamentais para garantir a qualidade do sorgo destinado à produção de etanol, bem como para minimizar perdas durante o armazenamento e processamento. Essas práticas devem ser realizadas de acordo com as diretrizes e regulamentos estabelecidos  com base nas Portarias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Cultura

Em 2023, o IBGE considerou o sorgo granífero como a atividade agrícola (grãos) que mais avançou, em comparação a 2022.  Na época, a  produção disparou de 2,8 milhões de toneladas para 4,2 milhões de toneladas.  No entanto, para 2024 a estimativa de produção de sorgo é menor, em torno de 3,8 milhões de toneladas, por conta do recuo de plantio em algumas regiões mais úmidas. A exceção é o Nordeste, com projeção de aumento de 1,6%.

VBcomunicacão

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