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Acordei, nesta manhã de domingo 18 de fevereiro, com a sensação de estar revivendo dias marcados pela inutilidade do tempo, como se o chão dos meses e anos passasse sob nossos pés, fosse adiante e nós ficássemos para trás. Lembrei-me, então, de um livro que publiquei em 2015 – “A tomada do Brasil pelos maus brasileiros”. Era inevitável a lembrança, afinal, estamos às voltas com os problemas de dez anos atrás agravados em proporções exponenciais.

Apanhei da biblioteca o livro financiado por crowfunding e pus-me a folheá-lo, apreciando a esplêndida edição que o amigo jornalista Mateus Colombo Mendes elaborou para a editora Concreta e que rapidamente se esgotou. O livro foi gratificado por prefácio do mestre Olavo de Carvalho que inicia assim, com generosidade e amizade:

 “Decorridos quarenta anos de decadência do jornalismo (digo do jornalismo porque no caso da literatura seria mais apropriado falar em desaparição), ler os artigos do Percival Puggina é um dos poucos consolos que restam a quem estreou na profissão na época de Nelson Rodrigues, David Nasser, Carlos Lacerda, Rubem Braga, Antônio Maria e não sei mais quantos. Hoje em dia, quando se diz que um sujeito é jornalista, o que se entende é que ele não é de maneira alguma um escritor. Então, digo logo de cara, Percival Puggina não é um jornalista. É um escritor.”

Uma curiosidade desse livro é que reuni nele dois amigos pessoais que à época andavam às turras: o Olavo e o Constantino. Na apresentação que ocupa a primeira contracapa do livro, Rodrigo Constantino escreve:

“Para construir uma sociedade de verdade, livre e próspera, pilares morais são fundamentais. No caso, a moralidade presente na tradição judaico-cristã ocidental seria a resposta contra tanta subversão de valores que assola nosso país, tendo o PT como seu maior sintoma. É esta a principal mensagem deste livro de Percival Puggina, com olhar sempre arguto e coragem para remar contra a maré vermelha e colocar o dedo na ferida. A começar por não ter receio de se referir aos indecentes que tomaram conta do país como “os maus”.

Recentemente, o CEDET, em sua área de distribuição de livros tomou o encargo de reimprimir A tomada do Brasil pelos maus brasileiros, de modo que, hoje, basta procurar no Google para encontrá-lo em diversos fornecedores. Na condição de autor, faço aqui a divulgação dessa possibilidade que se abriu num momento em que, andando para trás, nos reencontramos com os maus.

Sim, porque os males são visíveis e a farsa se repete, como farsa, em versão piorada.

Percival Puggina (79) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras. puggina@puggina.org

* Os textos (artigos) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do GRUcom -  Grupo União de Comunicação (Jornal União/Portal www.jornaluniao.com.br/Rádio e TV Jornal UniãoWeb).

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