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O presidente Lula (PT) e o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos) lancam nesta sexta-feira (02/02) a obra do túnel Santos-Guarujá, que deverá resolver um gargalo de muitas décadas no litoral paulista, onde se encontra o maior porto do País e da América do Sul. Quando a obra de R$ 6 bilhões  – custeada pelos governos da União e do Estado de São Paulo – estiver concluída, a travessia entre as duas cidades, que hoje demora algo em torno uma hora, pela balsa, será realizada em três minutos através das seis pistas automotivas,do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e até mesmo a pé (no caso um temp o pouco maior, pois serão 860 metros a vencer).

Mal acostumado, já que - especialmente depois do impeachment de Dilma Rousseff - o Brasil vive sob uma bestial polarização, o meio político faz questionamentos sobre o alinhamento de Lula e Tarcisio. Pergunta-se, de forma rasa, qual dos dois teria dobrado o outro. Ou se Lula teria finalmente roubado Tarcisio do seu padrinho Bolsonaro. Pensamos que não é nada disso. Apenas a União Frderal e o Estado unindo-se para executar uma obra necessária e projetada há 100 anos, que faz falta a São Paulo e, com a descida dos governantes do palanque, será executada em benefício da população e da atividade econômica do Estado e da Baixada Santista.

Lembremos que Tarcisio fez campanha pregando a privatização do Porto de Santos. Mas Lula, ao assumir o governo federal (dono do porto) optou por não vendê-lo e, em vez disso, investir na sua ampliação e modernização. Em vez de divergir, como poderia ter ocorrido e emperrado o desenvolvimento da área, os dois governantes chegaram ao ponto de equilíbrio e já que não ocorrerá a privatização portuária, vai acontecer a modernização da ligação Santos-Guarujá, com vantgens para as duas localidades e toda a região onde encontram-se inseridas. Brasilia e São Paulo fazem seu s investimentos e a obra sai do papel.

A política brasileira carece de modernização. Não podem continuar presentes os esquemas de ódio entre os grupos e, princialmente,seus líderes. O confronto de interesses, ao longo dos anos, transformou adversários em inimigos que fazem questão de se xingarem nos momentos mais inoportunos quando deveriam estar apontados para a solução dos problemas comunitários. A troca de farpas durante as campanhas eleitorais é algo comum, mas não deveriam gerar a espécie de ódio que dela resulta e parece nunca terminar. Talvez não devêssemos aqui citar nomes, mas ele são tão evidentes que isso torna-se inevi tável. Passadas as eleições, Lula deveria abter-se de criticar Bolsonaro e Bolsonaro esquecer que Lula existe. Como líderes, ambos (no govern ou fora dele) deveriam estar preocupados com o bem-estar dos brasileiro, jamais com o dversário e a possibilidade de com ele vir a encontrar-se nas próximas eleições.

Todos os políticos brasileiros fariam muito melhor se, passadas as eleições, parassem com as rusgas de campanha, quesó poderão ter algum sentido quando houver outra eleição a disputar. O exemplo Lula-Tarcisio desta sexta-feira poderia virar regra e desmontar todas as desinteligências políticas que vem atrasando o País. É interessante citar que, nesse caso do túnel, Lula não cooptou Tarcisio e nem Tarcisio o fez com Lula. Ambos conservam suas posições originais, mas isso não os impediu de atuar juntos no interesse coletivo.  

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - tenentedirceu@terra.com.br -  spomil@uol.com.br

* Os textos (artigos) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do GRUcom -  Grupo União de Comunicação (Jornal União/Portal www.jornaluniao.com.br/Rádio e TV Jornal UniãoWeb).

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