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Templo da Paz! Assim também é conhecido o Templo da Boa Vontade (TBV), cujas celebrações de seus 34 anos encheram as nossas Almas de copioso júbilo.

Em um mundo constantemente ameaçado pela nefasta guerra, urgente se faz que o ser humano, até mesmo por questão iminente de sobrevivência, não apenas pregue a Paz, mas se transmude nela própria, conforme afirmei em meu livro Jesus e a Cidadania do Espírito (2019), que lancei no TBV. Ao vivenciar esse estado natural de Cidadão do Espírito, poderemos dizer com Jesus, o Príncipe da Paz:

— Estas coisas vos tenho dito para que tenhais Paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Tende, porém, bom ânimo, pois Eu venci o mundo (Evangelho, segundo João, 16:33).

A Paz que provém de Deus

O Grande Pescador da Galileia, Pedro Apóstolo, assevera em sua Primeira Epístola, 3:10 e 11:

10 Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano.

11 Afaste-se do mal, e faça o Bem; busque a Paz, e siga-a.

A Paz não se improvisa. É resultado de muito esforço, dedicação, inteligência; de integração entre a humanidade da Terra e o Mundo Espiritual Elevado. Os mortos continuam vivos. Não morrem. E estão sempre dispostos a nos auxiliar. Cabe aqui este pensamento de Alcione Vilamil, que viveu no século 17:

— Na obra de Deus, a Paz sem trabalho é ociosidade com usurpação.

E esse é o desafiador brado — os mortos não morrem! — que ecoa do Templo da Boa Vontade a todos os seres humanos de mente aberta, que não aceitam grilhões castradores capazes de lhes aprisionar o pensamento que busca a verdade que liberta. Afirmou o Sábio dos Milênios:

— Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará (Evangelho, segundo João, 4:32).

Por isso, o TBV é o polo do Ecumenismo Divino, que proclama o contato socioespiritual entre a criatura e o Criador. Ele esparge sobre todos os povos do planeta Terra a Fraternidade Ecumênica — desde que tive a honra de inaugurá-lo em 21 de outubro de 1989 — e, ecumenicamente, vem acolhendo Almas e corações, formando uma grande corrente de Paz, Terra-Céu, Céu-Terra, para a cura de um orbe tão conflagrado.

Da sua abrangente constituição, destacamos: a missão do Templo da Boa Vontade — Sede Espiritual da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo — é infinitamente mais ampla, porque adentra o território do Invisível. Desvenda-nos o Plano dos Espíritos, não como algo abstrato, mas como realidade concreta, cuja aceitação resultará numa extraordinária renovação da humanidade terrena, que aprenderá muito com os vivos que habitam o mundo dos “mortos” e que não se encontram mortos coisa alguma.

Naturalmente, ressaltamos que, para que ocorra essa mudança cujo paradigma é a Paz, é necessário o contato com as Almas Bondosas, que habitam os Elevados Estágios do Plano Espiritual e não com as entidades maléficas, atrasadas, que teimam em permanecer estacionadas no ódio mais abjeto.

Por isso, convido-os à leitura de Os mortos não morrem!, que também lancei no Templo dos Espíritos Luminosos, o Templo das Almas Benditas, em 20 de outubro de 2018. Nele, apresento temas dessa flagrante realidade do prosseguir da Vida após o fenômeno do desenlace do corpo físico. Por mais incrível que pareça a alguns, a não compreensão e o não comprometimento com essa certeza imutável, porquanto faz parte da natureza espiritual de todos nós, coloca o mundo numa constante encruzilhada. O ser humano é um ente incompleto para tomar decisões acertadas no governo dos povos, enquanto suas lentes não alcançam os Mecanismos das Leis Espirituais, que dirigem o nosso destino. Fora desses Estatutos Celestes continuaremos claudicantes em nosso caminhar, numa rota de inevitável colisão, como a descrita pelo Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Seu Sermão do Fim do Mundo ou Sermão Profético. É hora de fazermos a nossa escolha pela Paz, que somente Deus pode oferecer aos povos.

A Paz não é utopia

Em contribuição ao tema, trago-lhes improviso meu que a Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em parte publicou na obra Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra, que, em 24 de outubro de 2009, igualmente lançamos nas superlotadas dependências do TBV:

 (...) Existem aqueles que acham, como se fora fatalismo por eles atribuído em censura aos místicos, que a guerra é indissociável do ser humano, sem que haja outra possibilidade de rápido progresso. Naturalmente, encontram-se iludidos. Talvez por enquanto lhes falte ainda a resolução de contrapor-se a qualquer obstáculo e pugnar sem receios por tempos de fato mais pacíficos. Isso requer dose decisiva de arrojo: ir contra aquilo que certos “costumes milenares” ruinosos “decidiram” ser o caminho inarredável das massas. Mas há muitos que possuem esse destemor. Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), diplomata brasileiro morto em missão de Paz a serviço da ONU no Iraque, foi um deles. Não afirmo que o instinto assassino vá desaparecer de uma hora para outra da face do planeta, a não ser pela manifestação de uma Vontade Superior à nossa: a de Deus. Apenas não aceito modelos radicais, capitulados como realismo irremovível, que paralisam a sociedade. Digamos, a fim de argumentar, que, se uma guerra mundial viesse, teríamos de enfrentá-la com toda a necessária coragem. Nada de fugir a coisa alguma. Entretanto, um dia, a Fraternidade Ecumênica e a Justiça Divina mudarão para melhor o destino acidentado dos indivíduos, das famílias, das pátrias. 

Quando a criatura espiritualmente se purifica, tudo se transforma à sua volta.

Fora dessa postura solidária, transmitida por uma das maiores figuras que passaram por este orbe, torna-se mais difícil usufruir a Paz desarmada, custe o período que for preciso para alcançá-la.

Recado Divino

Enfatizo, então, ao término desta página, o Recado Divino de um Senhor sempre preocupado com o bem-estar dos povos:

— Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho do Cristo, segundo João, 14:27; e Mateus, 28:20).

No entanto, Ele, com o sumo valor que todos conhecemos, não se permitiu largar do flagelo para repelir os vendilhões no magnífico Templo de Jerusalém (Evangelho, segundo João, 2:15).

Mantenham sempre em mente essa lição de coragem e atitude enérgica no Bem, de Jesus, o Príncipe da Paz!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

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