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Divórcio: Sim Ou Não?

V
Por Humberto Pinho da Silva

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Vou abordar assunto muito delicado: o divórcio.

O repúdio pode ter várias causas: em geral é resultado de namoro apressado ou imperfeito; para não falar do abandono, na adolescência, dos preceitos da religião cristã

Manuel Bernardes, na: "Nova Floresta", aconselha:" Casam primeiro as idades, as condições, as saúdes e as qualidades; e então casarão bem, as pessoas. Doutro modo, já de antemão levam o divórcio meio feito."

Malaquias, em 2:16, lembra – que Deus detesta o repudio ou seja: o divórcio.

E Jesus, assevera: “Eu, porém, digo-vos: quem repudiar a sua mulher, exceto no caso de concubinato, expõem-na ao adultério, e quem casar com a repudiada, comete adultério (Mt.5:31)

Paulo, aos romanos (7:2) reafirma, o que Jesus disse: " A mulher está ligada ao marido, enquanto ele vive. Se falecer, fica livre e não adultera se casar de novo. E, em carta aos corintos, São Paulo, reafirma: " Eu prescrevo, não eu, mas o Senhor, que a mulher, não se separe do marido. Se, porém, se separar, que permaneça sem se casar, ou que se reconcilie com o marido, e este não a repudie – I Cor.7:11

Portanto: a dissolução do casamento está vedada aos cristãos; porém há Igrejas Evangélicas que o admitem, baseando-se no texto que Mateus escreveu – "exceto em caso de adultério"

Se me é permitido, direi: - não o Senhor, como costuma dizer, Paulo, – em certas ocasiões parece-me impossível não acontecer. Conheço dois casos: provocados pelo comportamento escandaloso dos maridos. O não fazer, seria indigno para a mulher. Mas só se devem realizar em situações extremas, após muita paciência e ponderação.

Os divorciados, que se tornam a casar, encontram-se em pecado; mas, não podem ser abandonados pela Igreja. Devem educar, e encarreirar os filhos, segundo a fé cristã.

Embora algumas Igrejas, inclusive a católica, não os aceite à comunhão, atrevo-me a dizer: que os devia acolher – se a conduta, após o novo casamento, for exemplar, e educarem, os filhos, segundo as recomendações do Senhor. Conheço sacerdotes, que são de igual parecer.

Parece-me erro crasso, não os acolher no seio da Igreja: porque, cada um vale, o que valer, diante de Deus.

Por certo, o Senhor, perdoará a quem se divorcie, se a consciência lhe disser – que tudo fizeram para não se separarem.

Só Deus, na Sua infinita bondade, é que pode julgar as intenções e razões. Não os homens.

Jean Guitton, a revista francesa, disse: Que tinha receio do julgamento divino, mas confiava na Misericórdia infinita de Deus, e certamente, perdoaria a todos; mas, não tinha certeza.

O que parece impossível aos homens é possível a Deus. (Zac.8:6) - Lc.18:27.

Humberto Pinho da Silva -  Blogue luso-brasileiro: "PAZ" -  http://solpaz.blogs.sapo.pt/ - [email protected]

* Os textos (artigos) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do GRUcom -  Grupo União de Comunicação (Jornal União/Portal www.jornaluniao.com.br/Rádio e TV Jornal UniãoWeb).

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