Cambé

Cambé inicia etapa de mobilização para implantação do Método Wolbachia contra dengue e outras arboviroses

Ação da Fiocruz e Ministério da Saúde antecede liberação de mosquitos com bactéria que reduz transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya

V
Por Da Redação
Cambé inicia etapa de mobilização para implantação do Método Wolbachia contra dengue e outras arboviroses
Divulgação

Publicidade

Cambé iniciou uma nova etapa das ações de saúde pública voltadas ao enfrentamento da dengue, Zika e chikungunya. O município passa a integrar o processo de implantação do Método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos com uma bactéria capaz de reduzir a transmissão dessas doenças.

A fase atual é de comunicação e mobilização social, considerada essencial antes da liberação dos mosquitos modificados na cidade. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde (Ministério da Saúde), e operacionalizada pela empresa Wolbito do Brasil (Wolbito do Brasil).

Segundo a Prefeitura de Cambé, mais de 34 mil moradores de 20 bairros serão alcançados nesta etapa inicial, que inclui ações educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e encontros com a comunidade.

O Método Wolbachia utiliza o mosquito Aedes aegypti com a presença da bactéria Wolbachia, naturalmente encontrada em outros insetos. Essa bactéria impede o desenvolvimento dos vírus dentro do organismo do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão da dengue, Zika e chikungunya.

Na prática, quando esses mosquitos se reproduzem, a bactéria é transmitida às próximas gerações, o que contribui para o aumento gradual da presença da Wolbachia no ambiente e, consequentemente, para a redução do risco de circulação dos vírus.

A estratégia integra políticas públicas de enfrentamento às arboviroses no Sistema Único de Saúde (SUS) e já foi aplicada em diferentes cidades brasileiras. Em experiências anteriores, como em Niterói (RJ), houve redução significativa nos casos de dengue após a consolidação do método.

De acordo com representantes da Fiocruz, a participação da população é considerada determinante para o sucesso da iniciativa, especialmente nesta fase inicial de esclarecimento e engajamento comunitário.

O projeto também conta com recomendação da Organização Mundial da Saúde (Organização Mundial da Saúde) e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo considerado uma tecnologia complementar às ações tradicionais de controle do mosquito.

Após a etapa de mobilização, está prevista a liberação controlada dos chamados “Wolbitos”, com monitoramento técnico contínuo para avaliar a adaptação da bactéria e o impacto na redução das arboviroses no município.

As liberações devem ocorrer de forma gradual e semanal, com acompanhamento de equipes especializadas.

Mais informações sobre o projeto e as ações no município podem ser acompanhadas pelos canais oficiais da iniciativa.

Com informações da assessoria de imprensa da Wolbito do Brasil.

Receba notícias no celular Entre no nosso grupo do WhatsApp e fique por dentro de tudo
Entrar no grupo

Recomendados para você
Mais lidas da semana

Publicidade