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Bullying, relacionamento abusivo, violência doméstica, dependência química, abandono, exaustão e sobrecarga de demandas na vida profissional e pessoal, são situações que causam grande sofrimento emocional e podem levar a transtornos mentais, que quando não tratados adequadamente, podem resultar em ideações ou morte por suicídio.

Tendo em vista estas e outras situações que causam a “dor da alma”, nove profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial Adulto e Infantil (CAPS), da Secretaria Municipal de Saúde de Ibiporã, estão levando esta semana ao palco do Cine Teatro Padre José Zanelli o espetáculo “Eu já vivi isso”. Os textos e personagens das seis cenas apresentadas foram criados pelos próprios servidores, com base nos atendimentos realizados e também em histórias pessoais ou de conhecidos.

Ao final de cada cena, um profissional contextualiza o tema, aponta as consequências psicológicas e as formas de procurar ajuda ou oferecer apoio a quem está sofrendo. Como boa parte do público é formada por alunos adolescentes das instituições de ensino de Ibiporã, os servidores promovem uma roda de conversa com a plateia após o espetáculo.

A peça, dirigido pela professora do Centro de Formação em Arte e Cultura (Cefac), da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), Jéssica Coutinho, é fruto das aulas semanais de teatro que o grupo frequenta há alguns meses, já tendo como objetivo a montagem de um espetáculo para ser apresentado na programação do “Setembro Amarelo”, mês dedicado à prevenção ao suicídio.

Segundo a coordenadora interina de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Aldry Franciele Teixeira, as ações do “Setembro Amarelo” 2023 visam atingir principalmente os adolescentes, devido ao aumento dos diagnósticos de transtornos mentais entre este público. “A pandemia de covid-19 agravou a saúde mental de toda a população, mas principalmente dos jovens e adolescentes. Chegamos a atender em nosso serviço crianças com 11, 12 anos, com ideações suicidas. A escolha da linguagem teatral deve-se ao fato de que, em Ibiporã, há muitos jovens fazendo teatro, seja por meio do curso livre ofertado gratuitamente pela SMCT, ou nos espaços descentralizados, como nas escolas”, explica Aldry.

A coordenadora acrescenta que é importante falar de forma responsável e empática sobre sofrimento emocional e suicídio, para que as pessoas que passam por momentos difíceis busquem ajuda e entendam que a vida é a melhor escolha.

“Ao perceber no outro sinais como mudança de comportamento, desinteresse por atividades que gostava, alteração no sono e apetite, é importante acolhê-lo, demonstrar presença, incentivando-o a falar como se sente, e se for o caso, buscar ajuda profissional. Ter pessoas que se importam e desejam a vida do outro, são fatores protetores contra o suicídio”, reforça Aldry.

Em Ibiporã, a Prefeitura Municipal, por meio da SMS, realiza, deste o início do mês, uma programação (blitz educativa, adesivaço, passeata, panfletagem), envolvendo principalmente o público adolescente, alertando sobre a importância de se cuidar da saúde mental e apoiar aqueles que estão em sofrimento psíquico.

 “Espetáculo Aberto Ao Público

A peça “Eu já vivi isso” será apresentada na próxima quarta (13) e sexta (15), gratuitamente, com sessões às 9h30 e 14h30. A classificação indicativa é 10 anos.

Setembro Amarelo: se precisar, peça ajuda!

Onde procurar ajuda:

- Nas Unidades Básicas de Saúde;

- CAPS Infantil: 31780341 ou 31780331;

- CAPS Adulto: 31780367 ou 31780244;

- Disque 188: Centro de Valorização da Vida (CVV);

- Emergências – SAMU 192;

UPA, Pronto Socorro e hospitais

NCPMI

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