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Leitura do livro “Princesas Negras” será mediada pela professora da rede municipal, Almerita Jurema de Paula; atividade é gratuita e aberta a todo o público

A Biblioteca Municipal Eugênia Monfranati, da região sul de Londrina, terá nesta quinta-feira (3) a contação da história do livro “Princesas Negras”, das autoras Edileuza Penha de Souza e Ariane Celestino Meireles. Com início às 14h, a atividade é mediada pela professora da rede municipal, Almerita Jurema de Paula, e é oferecida pela Rede Intersetorial da Região Sul da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), da Prefeitura de Londrina. A Biblioteca da região sul integra o Sistema de Bibliotecas Públicas Municipais de Londrina, da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), e fica na Avenida Guilherme de Almeida, 2.260, no Ouro Branco. Tendo entrada gratuita, a atividade é aberta ao público em geral.

De acordo com o técnico de gestão pública da unidade, Paulo Cesar Vilas Boas, a contação de história desta quinta é voltada a crianças de 7 a 10 anos. “Vão comparecer alunos da Escola Municipal Osvaldo Cruz, mas a atividade é aberta a todos que queiram participar. Temos espaço para cerca de 50 pessoas”, contou.

Para a professora Almerita Jurema de Paula, que ministrará a ação, a história tem um significado muito especial. “Eu realizo desde 2014 o projeto Africantar, no qual trabalho com crianças da Rede Municipal de Londrina sobre a formação da identidade negra. Abordo com elas a cultura de paz e antirracismo, e desde que conheci o livro ‘Princesas Negras’, fiquei encantada”, afirmou.

A professora já contou a história em outras ocasiões, dentre elas, na quarta edição do evento Crespinhos, do Coletivo Black Divas, em 22 de outubro, que abordou vestimentas, cabelo e identidade junto a crianças negras. “É uma história muito importante, pois tem representatividade; é um livro muito sensível e consigo mostrar com ele o potencial das crianças negras. Vou vestida como a princesa Tiana, do filme da Disney ‘A princesa e o sapo’, e conto a história dela também. Trabalho com elas sobre a beleza do cabelo afro, sobre o conceito de equidade e sobre a diversidade”, descreveu.

Ela relatou os resultados que a história tem tido com as crianças. “Meu maior encantamento aconteceu recentemente. Para a Semana da Leitura deste ano, em 6 de outubro, contei essa história na Escola Municipal Roberto Alves de Lima Júnior. Tempos depois, no Londrina Mais, uma das professoras veio me contar que, no dia seguinte à minha visita, as meninas negras da escola vieram todas com seus cabelos soltos, enfeitados com fitas. Fico muito feliz com esse trabalho de leitura e os resultados que tem tido, até para o fortalecimento da auto estima das crianças”, contou.

Para esta quinta, as expectativas da professora são positivas. “Espero encantar as crianças. Para as crianças negras, espero que possam se identificar e contribuir para a formação de suas identidades, quero que elas possam se reconhecer e se orgulhar. E para as crianças que não são negras, quero ajudá-las a ver que estão num mundo muito diverso, e que é importante reconhecer e respeitar as identidades de todos. Trago para todas elas uma frase da filosofia Ubuntu, ‘Eu sou porque nós somos”, que é sobre percebermos nossa humanidade entre os demais, para que elas possam entender a importância de todos os seres humanos”, concluiu.

Contação de Histórias

O técnico de gestão da unidade destacou ainda que a Biblioteca participa também do projeto “Toda Quinta tem História”, do Sistema de Bibliotecas Públicas. “Por esse projeto, teremos contação de história na última quinta-feira do mês, 24 de novembro, programada para as 15h”, explicou. A história de novembro para o projeto será “A Casa da Mosca Fosca”, de Eva Mejuto, mediada pela professora municipal Renata Suzue Ogata nas bibliotecas do Sistema Municipal ao longo do mês.

Débora Mantovani/NCPML

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