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Evento desta quinta-feira (9) reunirá 100 alunos da E. M. Oswaldo Cruz, com a participação de Antonio Minuzzi, neto da imigrante que dá nome ao espaço

Nesta quinta-feira (9), a Biblioteca Municipal da Região Sul “Eugênia Monfranati” receberá cerca de 100 alunos da Escola Municipal Oswaldo Cruz para um dia especial. Pela manhã e tarde, haverá contação da história “Nos tempos de Seu Antônio”, com a presença do pioneiro Antonio Minuzzi, neto de Eugênia Monfranati e Honório Minuzzi, que dá nome ao Parque da Juventude da região. As sessões serão realizadas em dois horários, às 10h e às 14h, abertas para a comunidade em geral.

Segundo a bibliotecária e gestora cultural da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Letícia Baptista Pires, o evento terá como objetivo resgatar a história da região em que a biblioteca foi construída. “Quando conhecemos o seu Antônio, nos encantamos com a riqueza das memórias afetivas que ele tem com este lugar e, vimos nele, uma grande oportunidade de resgatar e preservar a história que temos aqui. Tenho certeza de que será uma experiência fantástica, tanto para nós, quanto para as crianças, pois poder registrar isso para as gerações posteriores enriquece o nosso trabalho enquanto biblioteca. Acreditamos que ensinar as crianças e os adultos a preservar a memória do seu bairro, da sua rua, da sua biblioteca é muito importante para integrar os laços e melhorar a aprendizagem”, ressaltou.

A gestora cultural também destacou que ambas as sessões serão gravadas em áudio e vídeo pelos produtores culturais Luciano Paschoal e Fábio Luporini, que pretendem produzir um documentário sobre as memórias locais. “Eles estarão aqui nos dois horários coletando informações que, posteriormente, irão compor um livro de memórias e um documentário que pretende resgatar e preservar a história da região”, contou.

A filha do pioneiro, Lucimeiry Maria Minuzzi, relatou que a ideia de nomear esses espaços públicos com esses nomes partiu de seu próprio pai, seu Antônio. “Tudo começou quando ficamos sabendo que a Praça da Juventude da Região Sul havia sido inaugurada e meu pai descobriu que ela ficava justamente em uma área que pertenceu ao seu avô, Honório Minuzzi. Foi então que entramos em contato com a Câmara de Vereadores para que a praça recebesse o nome dele. Depois de um tempo, soubemos que, ao lado da praça, seria construída uma biblioteca pública e verificamos se haveria a possibilidade de dar o nome da minha bisavó, Eugênia Monfranati, para o prédio. Ou seja, antes mesmo da biblioteca sair do papel, ela já tinha o nome da avó do meu pai e ficava bem ao lado da praça que leva o nome de seu marido”, explicou.

De acordo com Minuzzi, seu pai recebeu com muita emoção o convite para participar da contação de história especial. “Desde a primeira vez que ele ouviu no rádio de que haveria um evento de contação de histórias na biblioteca, não pensou duas vezes. Entrou no seu carrinho e, apesar de ter 85 anos, foi sozinho participar da atividade. Chegando lá, ele conheceu a Letícia e se apresentou como neto do casal que nomeia os espaços. Não deu outra, todos ficaram muito interessados por essas memórias pois, até então, Honório Minuzzi e Eugênia Monfranati eram apenas duas figuras ilustres desconhecidas. A partir disso, a Letícia perguntou ao meu pai se ele estaria disposto a participar em um evento com crianças contando as suas histórias de criança, falando sobre era viver aqui nessa época e reviver essas lembranças. Obviamente, ele topou na hora”, disse a filha de seu Antônio.

Sobre a expectativa para o encontro com as crianças, marcado para amanhã, Luci Minuzzi relata que seu Antônio está muito animado para compartilhar suas histórias. “Ele é um senhor com muitas histórias para contar. Nossa família vive neste bairro há muito tempo, minha tia foi professora na escola aqui da região e o meu pai também era conhecido nas redondezas como o menino da laranja, então tem bastante coisa para contar. O que eu tenho para dizer é que, se as crianças forem só um pouquinho curiosas, não tenho dúvidas de que elas vão aprender muito sobre o lugar em que elas estão vivendo e crescendo”, finalizou.

Ana Almeida/NCPML

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