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Edição que marca os 55 anos do Festival será aberta com apresentações do espetáculo “Estudo nº 1: Morte e Vida”, do Grupo Magiluth

Em entrevista coletiva realizada na quinta-feira (15), no Espaço Villa Rica, a comissão organizadora do Festival Internacional de Londrina – FILO 2023 conversou com a imprensa sobre a programação que marca os 55 anos de trajetória do festival. Também compareceram representantes da Prefeitura de Londrina/Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Universidade Estadual de Londrina e curadores.

O Festival Internacional de Londrina – FILO 2023 começa neste sábado (17), com o espetáculo “Estudo Nº 1: Morte e Vida”, do grupo pernambucano Magiluth, de Recife. A apresentação será logo após a cerimônia de abertura, marcada para 20h30, no Cine Teatro Ouro Verde. O espetáculo será reapresentado no domingo (18).

Até 2 de julho, o FILO terá 40 apresentações de 23 espetáculos e performances, durante 16 dias de diversão para todas as idades e também de reflexão e debate sobre temas atuais. Entre essas atrações, o evento terá 11 apresentações gratuitas que acontecem nas praças Tomi Nakagawa e Marechal Floriano Peixoto, no Calçadão, Terminal Central, Zerão e na rua em frente ao Sesc Cadeião (além da apresentação gratuita da leitura dramática “Carne Viva”, cujos ingressos estão esgotados).

Realizado pela Associação dos Profissionais de Arte de Londrina, o FILO 2023 tem patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). Participaram da entrevista a representante da Secretaria Municipal de Cultura, Sônia Dias; a diretora da Casa de Cultura da UEL, Marta Dantas; Rodrigo Fagundes, responsável pelo Espaço Villa Rica, um dos apoiadores do Festival; e os curadores convidados Amanda Marcondes, Carin Louro, Eddie Mansan e Amanda Freire, da comissão organizadora do FILO.

A diretora de Incentivo à Cultura da SMC, Sônia Dias, destacou a fundamental importância do patrocínio do Município, por meio do Promic. “Isso possibilita manter o FILO vivo, com a proporção que o Festival deve ter local, nacional e internacionalmente. O Município está sempre disposto a colaborar com o FILO. O Festival é muito importante para a cidade e entendemos que o poder público precisa apoiar a dimensão que o FILO já tem”, salientou.

Mantendo a proposta de discutir temas vigentes e necessários para a sociedade, o FILO 2023 traz uma programação atual e vigorosa, que convida o público “a caminhar por uma viagem sensorial, afetiva, política e estética entre os deslocamentos e narrativas que se enunciam no centro do palco, nas ruas e pontos de encontro de Londrina para celebrar nossos modos de luta e resistência latino-americanas”.

Além das montagens selecionadas no banco de propostas do FILO, a comissão organizadora teve produções indicadas por profissionais convidados para a curadoria deste ano. “Encruzilhada é uma palavra que marca o processo curatorial. E é na encruzilhada dos nossos pensamentos e olhares que nos deparamos com diferentes territórios, narrativas e deslocamentos presentes nos espetáculos e intervenções que compõem esta programação. Foi somente após a análise dos trabalhos que o desenho conceitual, estético e político foi se revelando”, salientam Amanda Marcondes, Carin Louro e Eddie Mansan.

O coordenador do programa Fábrica – Rede Popular de Cultura, Valdir Grandini, destacou que a Prefeitura de Londrina, através da Secretaria Municipal de Cultura, é a principal patrocinadora do FILO, tendo destinado cerca de R$ 700 mil à atual edição. Conforme Grandini, o FILO foi bastante afetado pela pandemia, e a administração espera, em 2023, uma grande retomada para esse festival que é importantíssimo para o Paraná, o Brasil e a América Latina.

 “Historicamente, o FILO talvez seja o principal formador de todo o modo de ser cultural de Londrina, com uma programação diversa que sempre ofereceu referências que fazem a ponte do teatro com a criação literária e a música popular brasileira. O FILO também trouxe oficinas culturais que desempenharam um papel importante na comunidade londrinense, e fizeram nascer a Rede Cidadania, que inspirou a atual Fábrica – Rede Popular de Cultura. O que a gente quer é ver a cidade vibrando outra vez nesse grande festival, sendo esse momento de encontro, confraternização, referência e encantamento”, concluiu Grandini.

Programação

O FILO 2023 terá a participação de artistas que representam México, Holanda, República Democrática do Congo e uma coprodução Brasil-Canadá. E também há grupos e artistas de 10 cidades de oito estados brasileiros: São Paulo/SP, Campinas/SP, Rio de Janeiro/RJ, Recife/PE, São Félix/BA, Ouro Preto/MG, Curitiba/PR, Maringá/PR, Natal/RN e Morro Reuter/RS (esta é a coprodução Brasil-Canadá).

Pela primeira vez no FILO, estão os mexicanos do coletivo Lagartijas Tiradas al Sol e a atriz, performer e ativista Violeta Luna. Também se apresentam este ano o artista congolês Shambuyi Wetu, que hoje vive em São Paulo; e a artista brasileira Mavi Veloso, residente na Holanda.

Entre os espetáculos nacionais convidados, estão “Karaíba” (RJ), formado por um grupo majoritariamente indígena; “Sobrevivente”, da atriz Nena Inoue (PR); “Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar”, do grupo O Bonde (SP); “Itan e Tal”, do Grupo Baquetá (PR); Clowns de Shakespeare (RN), com “Abrazo”, e a montagem de rua “Ubu: o que é bom tem que continuar”; e “Neva”, novo trabalho da Armazém Companhia de Teatro (RJ).

A performer Lucimélia Romão (BA) traz para as ruas de Londrina o manifesto “Mil Litros de Preto – A Maré Está Cheia”, e a pesquisadora, performer e ativista feminina Nina Caetano (MG) apresenta “Espaço do Silêncio”, sobre mulheres vítimas do feminicídio.

A delicadeza dos bonecos estará presente em “Habite-me”, coprodução da brasileira Cia 4 Produções (RS) e da canadense Territoire 80; e “Eu Existo”, do Grupo Anamá, de Maringá. De Campinas (SP), Esio Magalhães apresentará “WWW Para Freedom” e o tradicional Seres de Luz Teatro, da palhaça Lily Curcio, mostrará “Jasmin e a Última Flor”.

Apresentações de artistas locais – Londrina terá a participação de cinco trabalhos produzidos na cidade: “Ao Ponto”, da palhaça Aneliza Paiva, com diversão para toda a família; “Preta do Leite – Contando e Cantando Histórias da Mitologia da Cultura Iorubá”, trabalho concebido pela atriz, cantora e diretora Edna Aguiar; “Pret(A), resquícios de uma mulher só” – histórias contadas pela atriz Thainara Pereira; a leitura dramática “Carne Viva”, do grupo Agon Teatro e convidados, e a performance “Como Dançar Junto”, que a Cia Nua também leva para as ruas.

O Festival vai realizar ainda quatro oficinas e 11 bate-papos com os grupos e artistas participantes, em uma programação formativa totalmente gratuita. As inscrições foram prorrogadas até sábado (17).

O FILO 2023 também terá intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em espetáculos e bate-papos. Para as apresentações das montagens mexicanas, no idioma espanhol, haverá legendas em português.

Onde comprar ingressos

Os ingressos para os espetáculos do FILO 2023 podem ser comprados pelos links disponíveis no site www.filo.art.br e na plataforma on-line www.sympla.com.br. Valores: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Vale destacar que o FILO concede benefícios de meia-entrada estabelecidos por lei e descontos proporcionados pelas parcerias.

N.Com, com informações da assessoria do FILO

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