Cultura

FILO 2026 fortalece acessibilidade e amplia inclusão do público nos espetáculos em Londrina

Festival oferece visitas táteis, interpretação em LIBRAS, audiodescrição e adaptações para garantir uma experiência cultural mais acessível a pessoas com deficiência e neurodivergentes

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Por Da Redação
FILO 2026 fortalece acessibilidade e amplia inclusão do público nos espetáculos em Londrina
Foto: Fabio Alcover

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A inclusão e a acessibilidade ganharam protagonismo na programação do Festival Internacional de Londrina (FILO 2026), que encerra sua edição neste sábado (28). Além de reunir atrações nacionais e internacionais, o evento reforçou o compromisso de tornar o teatro mais acessível por meio de recursos como interpretação em LIBRAS, audiodescrição, legendas em tempo real e visitas táteis voltadas a pessoas com deficiência visual.

Uma das iniciativas mais marcantes ocorreu durante a passagem do espetáculo "Orixás", do Grupo Giramundo, de Belo Horizonte (MG). Antes da apresentação, pessoas com deficiência visual participaram de uma visita sensorial ao palco, onde puderam conhecer de perto os bonecos, os cenários e os mecanismos utilizados na montagem.

Entre os participantes estava Marcos Santos, de 67 anos, que vivenciou pela primeira vez uma experiência desse tipo. Durante a atividade, ele explorou pelo tato os bonecos articulados, conheceu os materiais empregados na produção e recebeu explicações sobre os personagens inspirados na mitologia africana.

Para ele, iniciativas como essa tornam o teatro mais inclusivo e permitem uma compreensão mais completa da obra antes do espetáculo.

Outra produção que colocou a acessibilidade no centro da experiência foi "Circo de Los Pies", da La Luna Companhia de Teatro, de Santa Catarina. A montagem integrou recursos de inclusão à própria dramaturgia, oferecendo audiodescrição, interpretação em LIBRAS durante a encenação e atendimento pensado para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e público neurodivergente.

O espetáculo é protagonizado pela atriz Emeli Barossi, artista com deficiência física, que utiliza a linguagem da palhaçaria e do teatro de animação para abordar temas como empatia, diversidade e respeito às diferenças.

Além dos recursos técnicos, a apresentação permitiu que pessoas neurodivergentes pudessem deixar o ambiente e retornar ao teatro quando necessário, garantindo maior conforto durante a experiência.

A participação da comunidade surda também ganhou destaque nesta edição. O intérprete de LIBRAS Lucas Grigio participou da encenação diretamente no palco, promovendo uma interação inédita entre tradução e performance artística.

Segundo ele, o crescimento das iniciativas inclusivas tem incentivado cada vez mais pessoas surdas a frequentarem atividades culturais em Londrina, fortalecendo a presença desse público nos espaços de arte.

O festival também abriu espaço para o protagonismo de artistas com deficiência. Entre os destaques esteve o espetáculo "Voz Invisível", protagonizado pela atriz e performer surda Catharine Moreira. A montagem une LIBRAS e língua portuguesa para discutir identidade, feminismo e comunicação, valorizando a cultura surda e o bilinguismo como formas de expressão artística.

Nos últimos anos, o FILO tem ampliado suas políticas de acessibilidade em diferentes atividades, incluindo espetáculos, oficinas e ações formativas. A proposta é consolidar um ambiente cultural cada vez mais inclusivo, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam participar plenamente da programação e exercer o direito de acesso à arte.

Ao investir em recursos de acessibilidade e na valorização de artistas com deficiência, o festival reafirma seu compromisso com uma produção cultural mais democrática, diversa e acolhedora.

Com informação da Assessoria do FILO 2026

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