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Com dez músicas autorais que misturam blues, rock, jazz, soul e funk, disco estará em todas as plataformas de áudio a partir de 2 de dezembro

O cantor, compositor e guitarrista paranaense Matheus Mendes lança na próxima sexta-feira (2 de dezembro) nas plataformas de áudio o seu segundo álbum, “Bad, Bad Blues”. São dez músicas autorais que trazem o blues como base principal, mas incorporam as mais variadas influências do artista, como rock,jazz,soul e funk.

“As inspirações vão de Frank Zappa, David Bowie à música de New Orleans. Tem muitos estilosvariados e, claro, o blues de raiz e a música em geral dos anos 1960, principalmente norte-americana e inglesa, e alguma coisa de música brasileira”, detalha o artista.

O conceito do álbum surgiu em 2015, quando Matheus Mendes fez uma viagem a Nova York e, numa casa de blues, se deparou com um mural com colagens de jornais antigos onde se destacava uma frase atribuída à atriz e cantora Mae West: “When I'mgood, I'mverygood, butwhenI'mbad, I'mbetter”.

“Esse episódio inspirou não só o nome do álbum como também a arte visual do trabalho e a ideia deevocar um som antigo na composição das músicas”, conta.

Sentimentos profundos, algum comentário social e até um pouco de humor permeiam as letras das canções (todas em inglês), com destaque para “TurningtheWheels” e “Bad, Bad Blues”, por trazerem uma mistura de influências e traduzirem o conceito de todo o trabalho.

O processo de composição neste álbum é marcado pelo registro de fragmentos de ideias. “Muitasmúsicas começaram com a bateria apenas. Outras surgiram de um riff de guitarra, outras a partir da frase de um diálogo de filme”, diz o compositor.

Uma característica interessante de “Bad, Bad Blues” foi o processo de gravação, que começou no auge da pandemia de Covid-19 (em março de 2020) e terminou em junho de 2022, levando a banda a estabelecer dois métodos de trabalho. A primeira parte do álbum foi gravada com cada músico em sua casa (por conta do isolamento social) e a segunda com a banda toda no estúdio, ao vivo, resgatando a ideia inicial.

“Cada uma das etapas teve pontos positivos e negativos, e isso pode ser percebido nas músicas. Foi muito interessantepoder comparar essas duas formas muito diferentes decompor, de trabalhar, de produzir as músicas. E o álbum acaba refletindo essas nuances todas”, pontua.

Matheus Mendes assina a produção musical e produção de áudio do álbum juntamente com Marco Aurélio Silva. Assim como o produtor, os músicos da banda foram escolhidos com cuidadoso critério. “Élógico que um dos aspectos importantes foi a qualidade técnica, mas o fator principal foi a questão daenergia e da empatia. E eu nãopodia ter escolhido melhor. O clima e a qualidade da arte produzida foram excepcionais”, avalia.

O resultado é um time que alia experiência e talento: Matheus Mendes (vocal principal, violão, guitarras, percussão, sintetizador), Luciano Galbiati (bateria, percussão), Sara Delallo (baixo), Fabrício Martins (piano, piano elétrico, orgão), Fábio Caetano (piano, piano elétrico, orgão, sintetizador), Reinaldo Resquetti Neto (trompete, flugelhorn, trombone), Cris Soul, Camila Teodoro, Kinka Manoel, Rafael Menezes e Rafael Carreri (vocais de apoio).

A maior parte do álbum foi gravada no Moontan Studio – home studio muito bem equipado do artista – e algumas captações foram feitas no Fábrika Estúdio e Estúdio Toque Grave, todos em Londrina (PR).

Mais fortemente baseado no blues, o álbum anterior de Matheus Mendes, “Thornton Lee & The Dirty Blues Company” (de 2018), passou praticamente despercebido no Brasil, mas ganhou destaque no exterior. Descoberto por um jornalista holandês (Revista Blues Magazine), que fez uma crítica muitofavorável, o disco ainda ganhou elogios de críticos norte-americanos e ingleses, e tocou em rádios da Europa, Estados Unidos, Austrália e Canadá, ficando brevemente entre os 40 discos de blues mais tocados no ano de 2018.

Em relação a “Bad, Bad Blues”, após o lançamento nas plataformas digitais no dia 2 de dezembro, os planos para 2023 envolvem um lançamento em vinil com show ao vivo e demais apresentações ao longo do ano. Duas músicas do disco (“Turning The Wheels” e “New Generation”) já foram lançadas há alguns meses com clipes e podem ser conferidas nas plataformas de áudio e no YouTube.

Sobre o artista

Matheus Mendes é natural de Santo Antônio da Platina (PR) e radicado em Londrina desde 1986, juiz de Direito, e envolvido com a música há mais de três décadas. Por influência do pai, aos 6 anos de idade conheceu Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd, e aos 10 começou a aprender violão e logo depois guitarra. Fez aulas com diferentes professores, mas a maioria do conhecimento musical aprendeu mesmo ouvindo. Inquieto, também mergulhou um pouco na bateria, no teclado e no contrabaixo. Antes dos 14, descobriu a produção musical e a gravação, paixões que traz até hoje. Teve o primeiro contato com o blues ainda na adolescência e posteriormente percebeu que algo nesse gênero musical o fazia sentir a música de uma maneira diferente. Nos últimos anos, adotou naturalmente o blues como principal componente nas suas composições, por considerar que esse estilo dá ao músico muita abertura para seguir vários caminhos diferentes e se expressar de forma livre e emotiva.

O ÁLBUM  - “Bad, Bad Blues”

01 – Turning The Wheels (4:13)

02 – I Don´tWanna Be a Vegetable (3:47)

03 - Chardonnay (3:56)

04 – New Generation (2:50)

05 – John, MySon (3:38)

06 – Riding My Life (3:46)

07 – No Shame In Hard Work (4:25)

08 – Leroy, The Lizard (4:00)

09 – I Love You Babe (AndYouKnow) (3:56)

10 – Bad, Bad Blues (4:15)

Gisele Mendonça/Asimp

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