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Festa integra movimento internacional que este ano homenageia Teresa Cristina

Uma grande roda em que as mulheres exercem o protagonismo tocando e cantando samba se formará no próximo sábado (25), a partir das 16h, na sede do Movimento de Artistas de Rua de Londrina. O encontro anual de mulheres na roda de samba será realizado simultaneamente em 23 cidades do Brasil e de outras partes do mundo, com transmissão ao vivo pelas páginas do movimento de cada localidade nas redes sociais. Londrina participa desde a primeira edição do evento, ocorrida em 2018, com cerca de 30 mulheres instrumentistas, cantoras e produtoras culturais. Esta 6º edição da festa está marcada para as 16h, no espaço Canto do MARL, no centro da cidade.

A cada ano, uma mestra sambista é homenageada, e 2023 foi escolhido como o “Ano Teresa Cristina”. Todas as rodas cantarão três canções escolhidas pela artista, que participa presencialmente do encontro no Rio de Janeiro. Suas composições “Candeeiro”, “Cantar” e “Cafofo da Surica” abrem a roda, seguidas de outras canções de sua autoria, ou interpretadas ao longo de mais de duas décadas de carreira. Na instrumentação, a roda conta com violão, cavaco, bandolim, flauta, violino e os tradicionais instrumentos de percussão – pandeiro, tamborim, ganzá, agogô, surdo e tantã.

Movimento

Idealizado pela cantora carioca Dorina, o movimento Mulheres na Roda de Samba surgiu com a proposta de unir as rodas femininas espalhadas pelo mundo, assim como as profissionais de diversas áreas da cadeia produtiva que compõe a cultura do samba, criando uma imensa rede feminina de artistas e possibilitando as trocas e o fortalecimento da presença feminina dentro do Samba.

Esta grande roda virtual já foi dedicada a Beth Carvalho, Leci Brandão, Elza Soares, Alcione e Tia Surica. Atualmente, o movimento conecta mulheres sambistas da América do Sul, Europa e Japão. No núcleo de Londrina, a coordenação está sendo conduzida por Rakelly Calliari, Suyane Alves e Thainara Pereira. No Paraná, participam também do movimento coletivos na capital Curitiba e em Morretes, com a participação de artistas de outras localidades do nosso litoral.

Teresa Cristina

Nascida no bairro de Bonsucesso e criada na Vila da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, Teresa aprendeu a cantar com experientes sambistas frequentadores da casa de Tia Surica, a portelense que foi homenageada pelo movimento de mulheres na roda de samba no último ano.

Na década de 1990, ela passou a ser convidada por expoentes para cantar em shows e festivais, firmando parcerias com a Velha Guarda da Portela, além de Elton Medeiros, Moacyr Luz, Pedro Amorim e outros músicos de expressão. A partir de 1999, passou a integrar o Grupo Semente, tornando-se uma das pessoas responsáveis pelo movimento de revigoração musical da Lapa. Sempre com muita reverência à história do samba, gravou homenagens a Paulinho da Viola, Cartola, Noel Rosa, Wilson Baptista, João Nogueira e Nelson Cavaquinho, entre outros grandes nomes. Durante a pandemia, realizou lives diárias que ganharam destaque no noticiário nacional.

Neste ano em que comemora 25 anos de carreira, a cantora foi uma das principais atrações do réveillon na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, fundou e comandou seu próprio bloco de carnaval, o bloco B.R.E.C. (Bloco Recreativo Enredo Carioca), com palco montado na Praça Mauá, e apresentou um novo projeto em homenagem a Maria Bethânia.

Apoio: ECOH, Vila Cultural AlmA Brasil e Movimento dos Artistas de Rua de Londrina

#JornalUnião

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