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A Vila Triolé é um equipamento cultural, patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina, no Programa de Vilas Culturais. Está localizado na Região Oeste de Londrina, desde 2012. O espaço recebe programação variada de espetáculos, exposições de artes visuais, oficinas e cursos de artes cênicas e ainda é o espaço de ensaio e criação de diversos grupos e artistas da cidade.

Uma tradição da Vila Triolé, é a contribuição espontânea no “chapéu”, ao final do espetáculo.

Esta é uma forma de democratizar o acesso à arte, sendo uma tradição milenardo teatro de rua; o chapéu é a contribuição generosa e afetiva do público que, além de colaborar, incentivar e investir na arte, demonstra que gostou. Uma contribuição democrática onde paga quem quer e quanto quiser e puder. É importante reforçar que os lugares são limitados e as senhas serão distribuídas por ordem de chegada, meia hora antes do início do espetáculo.

A programação de espetáculos para 2024 já começa com muita energia, recebendo o espetáculo da Cia. Solagasta, de Maringá, “Móbile”: A peça conta a história de dois palhaços que descobrem juntos o vínculo, o desafio e o cotidiano da parentalidade. O espetáculo passeia por elementos do humor, da reflexão e da identificação, explorando a comicidade como conexão com o público e o riso como abertura e acesso aos lugares escondidos, se tornando um potente elemento ao reconhecer as fragilidades humanas espelhadas na figura do palhaço. Dessa forma será possível oferecer o cuidado e o afeto como possibilidades de transformação. Acima dos desafios que cuidar de um bebê representa, está a conexão de afeto gerada e a importância da rede de apoiadores nesse processo.

O espetáculo foi desenvolvido em parceria com o grupo Lume teatro de Campinas, através do Prêmio Aniceto Mati, sob orientação do Incrível Ricardo Pucceti que assina a criação conjunta com Moscheta e Gimenes.

“Móbile traz aquilo que nos desconcerta diante da chegada de um bebê em nossas vidas. Por meio da figura do palhaço, a peça nos permite rir do nosso não-saber quando temos em mãos um bebezinho totalmente vulnerável, demandante e indefeso. Ninguém é maduro e preparado o suficiente para cuidar de um Bebê e o palhaço transita com leveza e humor sobre esse nosso desequilíbrio. Há muitas quedas, assim como há na parentalidade. “mal esses palhaços nasceram e já estão cuidando de um bebê?” É a idéia de bebês cuidando de um bebê. Mesmo porque quando nasce um bebê, nascemos como pais. A peça é atravessada do começo ao fim pela ideia de que para cuidar de um bebê é preciso que haja cuidadores independentemente do sexo e do gênero. O cuidado como uma função que qualquer ser humano pode e deve exercer. Móbile nos faz rir do nosso não-saber, mas também nos faz refletir ao denunciar uma sociedade centrada na mulher como principal responsável pelos cuidados dos futuros cidadãos” (Lívia Larranhaga Psicóloga e mãe).

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