Existem alguns jogadores que, apesar de já terem passado por diversos times de futebol, geralmente são lembrados por apenas um. Seja por terem estado em uma equipe em um período vitorioso ou por terem feito a diferença, ficam no imaginário do torcedor - até o momento que somem. Mas, afinal, onde foi parar Diguinho, volante campeão brasileiro com o Fluminense em 2010?
Volante raçudo, habilidoso e conhecido por se doar ao máximo em campo - às vezes, cometendo muitas faltas por isso. Talvez essa seja uma das melhores formas para definir Diguinho, jogador que passou por três dos quatro gigantes do Rio de Janeiro, mas que é lembrado com afinco somente por um.
Gaúcho, Diguinho fez o início de suas categorias de base no Cruzeiro de Porto Alegre, Internacional e Cruzeiro de Minas Gerais. Em 2004 fez sua estreia como profissional pelo Ulbra, o antigo Canoas Sport Club. Comprado pelo Mogi Mirim um ano depois, o volante acabou sendo emprestado para o Botafogo - onde começou a chamar atenção.
Diguinho ficou quatro anos no Botafogo, sob empréstimo do Mogi Mirim. Logo quando chegou, em meados de 2005, já começou a ganhar oportunidades. No ano seguinte, em 2006, conquistou a titularidade - e seguiu assim até 2008, sua última temporada pelo Fogão, com mais de 150 jogos pela equipe carioca.
Apesar do sucesso, o Botafogo não foi o clube de sua carreira.
Dinastia do Fluminense
O final dos anos 2000 e início dos anos 2010 foram, sem sombra de dúvidas, um dos melhores da história do Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras emendou uma série de decisões em diversos campeonatos, estaduais, nacionais e continentais. Ainda que tenha perdido alguns, se colocou como um dos melhores do país.
E foi justamente nesse período de crescente constante que Diguinho chegou ao Fluminense. O jogador, que só atuou pelo Botafogo por empréstimo, foi comprado pelo Fluzão em 2009 e, de cara, assumiu um papel importante na equipe: um volante xerife, responsável pela segurança no meio campo.
Em seu primeiro ano como jogador do Fluminense, Diguinho participou da histórica eliminação da equipe carioca para o LDU, na final da Copa Sul-Americana. Apesar de doído, o resultado só provou o período de crescimento e amadurecimento que o Tricolor das Laranjeiras vinha passando.
O auge, então, acabou vindo no ano seguinte. Em 2010, Diguinho fez parte do elenco do Fluminense que terminou o ano como campeão do Campeonato Brasileiro. Ao lado de Conca, Fred e companhia, o volante jogou, convenceu e foi titular e homem de segurança em inúmeras partidas do Fluzão.
O início da história de Diguinho com o Fluminense já estava consolidado, com um grande título logo no segundo ano. Antes de se despedir da equipe, no entanto, ele ainda viria a levantar mais taças.
Os últimos anos de Diguinho pelo Fluminense
O fato é que Diguinho ficou muito marcado pelo título de 2010 do Campeonato Brasileiro. Isso porque ele estava, muito provavelmente, no auge do seu futebol: um jogador seguro dentro de campo, habilidoso para a sua posição e que se encaixava muito bem com o restante do elenco.
Antes de deixar o Tricolor das Laranjeiras, Diguinho ainda conquistou mais um Brasileirão com o Fluminense, em 2012. O segundo título nacional contribuiu para que ele ajudasse a consolidar ainda mais a sua imagem junto ao torcedor da equipe carioca, sendo um nome marcante do período.
Acontece que, com o passar dos anos, Diguinho acabou perdendo espaço no Fluminense. Se em sua primeira temporada com o clube ele disputou 42 jogos, na segunda foram 38; na terceira, 31 e por aí vai. Em 2014, quando ele deixou o Fluzão, fez 36 jogos - já não era mais tão absoluto na titularidade, mas sem sombra de dúvidas importante para o time.
Mas, afinal de contas, onde foi parar o Diguinho?
Depois que deixou o Fluminense, Diguinho ainda passou por mais um grande do Rio de Janeiro: o Vasco. O volante atuou por duas temporadas no Gigante da Colina, em 2015 e 2016, tendo disputado menos de 50 partidas ao todo.
Depois disso, Diguinho acabou engrenando uma carreira de divisões inferiores, no Rio Grande do Sul, com poucos jogos por anos. Passou por São Paulo do RS, Aimoré e, por último, São José do Rio Grande do Sul, onde se aposentou, em 2020, aos 37 anos de idade.