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A violência é parte marcante da trajetória humana na história, seja a gerada em conflitos ou mesmo a cotidiana, banalizando-se na consciência humana como uma faceta maligna da sociedade, da própria humanidade.

Nas Escrituras Sagradas, a violência surge, como demonstrado no capítulo 4 do Livro do Gênesis, como consequência natural do pecado original, desencadeando o primeiro fratricídio, na trágica narrativa de Caim e Abel. Na descendência de Caim, o afastamento da comunhão desse ramo da sociedade desencadeia outras demonstrações de violência e homicídio.

Infelizmente, a evolução tecnológica da humanidade não foi acompanhada de uma evolução no campo da paz, pelo contrário, inúmeros conflitos se desenrolam pelo globo, pessoas vulneráveis são afetas, homicídios, estupros e toda sorte de violência são praticados à margem da percepção que nos é proporcionada pelos tão desenvolvidos meios de comunicação.

A violência espalhada em todo o mundo

Hoje, existem mais de 14 conflitos armados em andamento no mundo todo, vitimando mais de 267 mil pessoas, segundo o ISS, Instituto Internacional de Estudos Estratégico, entretanto, no cotidiano, nas grandes e pequenas cidades, a violência se faz presente de forma rotineira, banalizada, para além da sensibilidade pública. Segundo registros oficiais, no Brasil, em 2023, houveram mais de 373 mil ocorrências de roubo, mais de 42 mil homicídios intencionais e mais de 822 mil estupros, isso demonstra a abrangência e o impacto da cultura de violência na qual a sociedade está imersa.

Atrelado aos números alarmantes da violência, a sensação de impunidade gera desesperança entre as pessoas vulneráveis a esta realidade, em uma sociedade em que o sofrimento das vítimas não gera sensibilidade na sociedade, que prefere fechar os olhos. Devemos, neste contexto, nos voltar para a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, no Sermão da Montanha, registrado em Mateus 5.6: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”.

A Organização das Nações Unidas estabeleceu o dia 30 de janeiro como o Dia Mundial da Não-Violência e Cultura de Paz, em homenagem ao pacifista indiano Mahatma Gandhi, que morreu, assassinado, nesta data em 1948. Essa iniciativa é voltada à educação para a paz, à solidariedade e ao respeito pelos direitos humanos.

O mal da violência

Diante das injustiças, da violência e do mal que afligem o mundo, não devemos ceder à tentação de entender que a violência é a resposta aceitável, mas é necessário relembrar a exortação de São Paulo na Epístola aos Romanos, em seu capítulo 12.17: “A ninguém torneis mal por mal”; além disso, devemos ter consciência de que a violência gera — sobre a vida daqueles que dela lançam mão —, um ciclo vicioso e fatídico, como advertiu Jesus, em Mateus 26.52c: “Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão”.

Que esta data nos leve a refletir como temos percebido a violência que nos cerca, o sofrimento daqueles que por ela são acometidos. E que possamos nos policiar, para que, querendo dar resposta à violência, não nos tornemos também dela.

Canção Nova

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