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Os encontros serão quinzenais, realizados às quartas-feiras, simultaneamente no COM e na PUCPR; inscrições podem ser feitas pelo número de WhatsApp (43) 99945-0056

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), em parceria com o curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), está com inscrições abertas para o projeto “Apoio Psicológico às Mulheres: Ansiedade e Culpa Materna”. As atividades acontecerão quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, às 14h, iniciando em 13 de março. Serão dois grupos de atuação conduzidos simultaneamente: um no Centro de Oficinas para Mulheres (COM), na Rua Valparaíso, 189, Parque Guanabara; e outro na PUCPR, localizada na avenida Jockey Club, 485, Vila Hípica.

O projeto realizará suas atividades de forma contínua, sem data de encerramento. Por isso, novas participantes terão a oportunidade de entrar conforme outras deixem de frequentar as reuniões. Cada grupo oferece 10 vagas, mas caso haja uma demanda maior, é possível que seja ampliado. Inscrições e mais informações estão disponíveis através do número de WhatsApp (43) 99945-0056.

Serão promovidas atividades em grupo e dinâmicas de troca de experiências entre as participantes, coordenadas por três estagiários de psicologia. Esses estudantes realizaram um ano de treinamento para abordar o chamado período perinatal, que vai desde a gestação até o puerpério, isto é, o pós-parto, quando o corpo da mãe passa pelos processos fisiológicos para retornar ao que era antes da gestação.

Quem coordena o projeto é a professora de psicologia Karen Mayumi Nakaya. Anteriormente, Nakaya trabalhava com psicologia organizacional e atendimentos particulares. Porém, desde o nascimento do primeiro filho, hoje com 8 anos, passou a focar suas pesquisas e atuação na área da maternidade, observando que muitas vezes as gestantes se sentem sobrecarregadas, tristes e sem um espaço para falar sobre isso. “Vivemos em uma sociedade onde é quase obrigatório que a mulher se torne mãe e onde a maternidade é cultuada de forma idealizada, mas isso não é totalmente verdade. Muitas vezes, quando a mulher engravida, ela sente angústia, medo e tristeza. Ela nem sempre quer estar com o bebê, mas não tem um espaço onde possa falar sobre isso, pois a sociedade espera que ela se dedique totalmente à criança, que abra mão de tudo pelos filhos”, conta a instrutora.

Segundo a professora, a incidência de depressão pós-parto tem aumentado na sociedade. Uma série de estudos revela que tal condição tem origem na gestação, momento em que a mulher já é censurada quando se sente infeliz com as implicações que a gravidez pode ter na vida de uma pessoa. O grupo de apoio busca ser um espaço seguro para que as participantes possam compartilhar experiências, receber dicas e aprender com outras mulheres que passam por desafios semelhantes. Dessa forma, as participantes percebem que, com o apoio profissional adequado, é possível superar os desafios da maternidade e aproveitar essa fase da vida.

Gabriel Navas/NCPML

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