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Os 20 maiores empregadores da cidade receberam troféus e os ex-presidentes da Codel foram homenageados, em evento de celebração da data

O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) celebrou, ontem (20), seus 50 anos de fundação, em solenidade realizada no centro de eventos e convenções do Aurora Shopping. Na ocasião, os 20 maiores empregadores da cidade receberam troféus e os ex-presidentes da Codel foram homenageados. Além disso, o prefeito Marcelo Belinati sancionou a Lei nº 13.701, que desafeta as áreas da Cidade Industrial de Londrina, permitindo que elas sejam vendidas, por meio de licitação, às empresas que desejarem se instalar no complexo. A licitação dos lotes será conduzida pela Codel.

O prefeito Marcelo Belinati enfatizou que, nos 50 anos de atuação da Codel, muitas pessoas trabalharam, estudaram, pensaram e contribuíram para que Londrina se tornasse essa cidade diferenciada em relação às demais de todo o Brasil e até do mundo. “É um momento para homenagear estas pessoas, pois Londrina está vivendo um momento muito especial. Tivemos um avanço significativo no sentido de como a cidade deve caminhar, fizemos o Masterplan, que é o planejamento para os próximos 30 anos da cidade, e o Plano de Mobilidade Urbana. Hoje temos a Prefeitura mais transparente do Brasil, a mais sustentável do Paraná e a segunda do sul do país, e o número de empresas em Londrina, que em 2016 era de 46 mil, hoje chega a quase 82 mil”, mencionou.

Para o prefeito, estas conquistas são resultado do trabalho de desburocratização que tem sido feito na Prefeitura, desde o início de sua gestão, e que possibilitou a instalação de grandes indústrias na cidade. “Recebemos a Sadia/Perdigão, o centro de distribuição do Magazine Luiza, que é um dos maiores do Brasil, e a Tata Consultancy Services (TCS), que é a segunda maior empresa de tecnologia do mundo e já tem 2 mil funcionários em Londrina. Esse conjunto de indústrias inclui ainda a Rizobacter, que é uma multinacional argentina do agro e vai inaugurar sua sede no início de 2024, e a Atlas Schindler, que é a segunda maior fábrica de elevadores do mundo. A Atlas tirou o seu centro administrativo de São Paulo e trouxe para Londrina, gerando mais 1 mil empregos, além de trazer o seu centro de pesquisas. Outras empresas também estão vindo, mas o mais importante é que o empresariado local voltou a acreditar na cidade, a investir, a gerar emprego, renda, e movimentar a economia. Além disso, Londrina tem batido muitos recordes relacionados à geração de empregos em todas as áreas”, lembrou.

O atual presidente do instituto, Alex Canziani, que também atuou na Codel em anos anteriores, avalia que o instituto tem tido um papel fundamental no fomento do desenvolvimento da cidade, na atração de investimentos, e no desenvolvimento da inovação no município. “Há 25 anos, tive a oportunidade de estar na Codel, e agora voltei em uma nova fase da companhia. Estamos em um processo de atração de grandes empreendimentos e vamos, inclusive, sacramentar hoje a vinda da J.Macedo, que começará a construção do seu complexo industrial no próximo ano. Estamos muito focados na inovação, no desenvolvimento tecnológico, e nas novas empresas que estão gerando milhares de empregos na cidade”, disse.

Canziani afirmou, ainda, que há uma perspectiva muito boa para os próximos anos, começando em 2024, na gestão do prefeito Marcelo Belinati, com o início da Cidade Industrial. “Hoje também estamos fazendo a sanção da Lei nº 13.701, por meio da qual a Câmara autoriza o município a vender os terrenos da Cidade Industrial, e laçaremos o edital em janeiro. Em breve, teremos ainda um novo espaço de eventos em Londrina, e também queremos, em 2024, planejar o futuro da Codel com um planejamento dos próximos 50 anos”, apontou.

O ex-presidente da Codel, Bruno Ubiratan, que esteve à frente do instituto por quatro anos, também na gestão do prefeito Marcelo Belinati, destacou algumas realizações concretizadas no período. “Fico muito feliz porque conseguimos reativar políticas de desenvolvimento para a cidade e tiramos do papel a Cidade Industrial, que há muitos anos era discutida. Também executamos o Masterplan, planejando Londrina para os próximos 30 anos, fomentamos o ecossistema de inovação, e conseguimos voltar a avançar com a industrialização na cidade”, afirmou.

Como exemplo, Ubiratan também citou a instalação da TCS, multinacional indiana líder global em serviços de TI, e da BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, detentora de marcas como Sadia e Perdigão. Mencionou, ainda, a vinda do centro de distribuição do Magazine Luiza e do centro administrativo do grupo Super Muffato. “Além disso, na nossa gestão, colocamos Londrina em primeiro lugar na geração de empregos do Paraná, e voltamos com o Natal depois de mais de 20 anos”, destacou.

O atual presidente da Londrina Iluminação, Claudio Tedeschi, também presidiu a Codel em anos anteriores, na gestão do prefeito Nedson Micheletti. Para ele, trabalhar no instituto foi uma experiência importante. “Já nesta época, tentamos fazer mudanças porque observamos que a cessão de terrenos aos empresários era feita de maneira aleatória. Nós fizemos um levantamento dos 12 anos anteriores, e vimos que em 70% dos terrenos doados não era feito nada, em 20% deles as obras eram realizadas de maneira incompleta, e só 10% dos empreendimentos cumpriam o prometido. Uma das nossas missões foi mudar isso, e também fizemos diversas ações de reformulação do instituto, para tentar dar um novo rumo à companhia. O objetivo era trazer empresas que tinham algum significado ou impacto econômico na região. Hoje, a Codel é uma companhia importante, que coordena um programa de desenvolvimento de ponta”, frisou.

Abílio Medeiros, outro ex-presidente da Codel, que atuou na gestão do prefeito Luiz Eduardo Cheida, disse que foi um desafio estar à frente de uma empresa de desenvolvimento. “Eu, como vim do meio empresarial e nunca havia atuado no meio político, tive o desafio de atender os empresários e restaurar os parques industriais que já existiam. Abrimos um parque industrial na zona sul para empresas, e fizemos a sanção da Lei nº 8.669, de incentivo industrial, que vigora até hoje. Considero que foi um bom desafio fazer a interface entre o empresário e o poder público”, ressaltou.

Durante a celebração dos 50 anos da Codel, também foi realizada uma palestra sobre perspectivas econômicas para 2024, apresentada pela SVN Investimentos, credenciada pela XP, patrocinadora do evento.

NCPML

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