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Com investimentos em terminais, frota e tecnologia, a segunda maior cidade do Paraná é exemplo de inovação na gestão do transporte público coletivo

A mobilidade urbana está no centro do debate das cidades inteligentes. Por isso mesmo, o transporte público coletivo está entre as principais políticas deste modelo de gestão municipal.
Segundo o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), as consideradas Smart Cities no mundo têm, em média, 45% de seus trajetos diários realizados por meio do transporte público. Em Copenhague, capital da Dinamarca, esse índice chega a 62%.

Fundado em 1985, o ITDP é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para promover soluções de transporte sustentável em todo o mundo e, de acordo com seus estudos, investir em transporte coletivo de qualidade é uma tendência mundial entre as cidades mais avançadas e preocupadas com mobilidade sustentável.

No Brasil, um dos municípios que mais tem investido e inovado no transporte coletivo é Londrina. A população é de 555.937 habitantes, sendo que 45 mil utilizam o sistema de transporte público todos os dias.
Londrina foi uma das primeiras cidades a ter a frota 100% adaptada a deficientes físicos, veículos com ar-condicionado e internet wifi para os passageiros nos ônibus e nos terminais. Em 2017, um levantamento do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou que entre os 1.679 municípios que dispunham de serviço de transporte coletivo, apenas 197 (11,7%) estavam com a frota totalmente adaptada. Londrina já tinha adaptado sua frota um ano antes.
Todas as regiões do município possuem um terminal que é integrado aos outros. Esse sistema permite que o londrinense pague apenas uma passagem e faça várias viagens para diferentes bairros.
Antes de encerrar 2023, Londrina avançou ainda mais na gestão da mobilidade. Em 10 de dezembro, quando comemorou 89 anos, os moradores da cidade foram surpreendidos com uma carreata de 147 novos ônibus que passaram a integrar a frota atual.

São modelos Euro 6, com chassi Mercedes-Benz e carroceria Marcopolo. Desse total, 96 veículos foram adquiridos pela Grande Londrina, empresa que opera 65% das linhas e 51 pela LondriSul, responsável por 35% das linhas. O investimento chega a quase R$ 100 milhões.

Todos os veículos atendem as normas de acessibilidade e são equipados com elevadores e espaço reservado para cadeirantes. Contam ainda com 4 câmeras de monitoramento com sistema de gravação de imagens para garantir a segurança dos passageiros no interior dos veículos. Além disso, monitores anunciam a próxima parada e exibem vídeos.

O passageiro pode escolher pagar através de diferentes métodos por aproximação, como débito e crédito seja com o cartão ou celular. Há ainda uma terceira opção, que é o cartão recarregável antecipadamente com créditos de viagens.

Os assoalhos são em duas versões: alumínio e em Taraflex, material que favorece o isolamento térmico do veículo. Ambos são antiderrapantes. Já as poltronas são dos modelos City estofadas e City Confort com encosto alto, apoio de cabeça e assento e encosto estofados.
Todos os ônibus vêm com os novos motores diesel com a exclusiva tecnologia BlueTec 6 da Mercedes-Benz. Esta é a solução robusta e eficiente da marca obedece à legislação de emissões Proconve P8, equivalente à norma Euro 6, que entrou em vigor no Brasil em janeiro de 2023 para veículos comerciais pesados.
Na prática, isso implica em redução de emissão de gases na ordem de 80% de Nox – Óxido De Nitrogênio, 50% de MP – Material Particulado e 72% de HC – Hidrocarbonetos. São 35 vezes a menos emissões se comparadas a veículos com 18 anos de uso e 5 vezes a menos se comparadas aos modelos atuais da versão anterior.
Os motoristas também foram beneficiados com maior conforto e segurança através da tecnologia embarcada, que oferece sistema eletrônico de estabilidade e outras informações sobre o veículo exibidas no computador de bordo.
Essa tecnologia, que foi exigida pela Administração Municipal não é por acaso. Todos os ônibus agora passam a ser monitorados em tempo real pelo Centro Integrado de Operação (CIOP), uma estrutura única na América Latina, equipada para fazer a gestão da mobilidade de acordo com a demanda do tráfego e possíveis problemas durante os trajetos. O CIOP reúne funcionários das duas empresas de ônibus e servidores municipais.
Marcelo Belinati, prefeito de Londrina em seu segundo mandato, explica que a prioridade e desafio é, ao mesmo tempo, oferecer o melhor serviço à população e garantir maior mobilidade.

“Entregamos a maior frota de novos ônibus da história de Londrina. É mais conforto, qualidade e rapidez para quem usa o transporte coletivo. As pessoas precisam entender que quando se trata de gestão de tráfego, o ônibus sai na frente. Segundo dados da NTU (Associação das Empresas de Ônibus), cada ônibus substitui pelo menos 40 carros nas ruas, ao mesmo tempo em que transporta cerca de 70 pessoas, ocupando um espaço 21 vezes menor nas vias. Além disso, reduz emissões e congestionamentos”.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) é o órgão público responsável pela administração do sistema de transporte, que inclui desde a fiscalização do serviço, administração dos terminais e planejamento das linhas.

Para conscientizar ainda mais o londrinense que embarcar nos ônibus pode beneficiar toda a cidade, a CMTU tem buscado associar e trabalhar a imagem do Sistema de Transporte Público Coletivo a qualidades, como movimento, agilidade e modernidade. Esse conceito é expresso na sigla MOV, que está em todos os ônibus.
“O MOV é o Sistema de Transporte Coletivo de Londrina que visa, em primeiro lugar, a mobilidade da população. Nosso objetivo é que as pessoas se identifiquem com essa marca e com várias ações e programas que serão desdobradas a partir dela. Essa renovação de frota demonstra que soubemos fazer o dever de casa antes, durante e depois da pandemia. E muitas ações e melhorias ainda virão”, afirmam o Diretor Presidente da CMTU, Marcelo Cortez e o Diretor de Transportes Wilson de Jesus.

NCPML

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