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Evento desta quinta-feira (14), sediado no auditório do CESA-UEL, vai debater o formato e desafios do Programa Municipal de Economia Solidária

Nesta quinta-feira (14), o Programa Municipal de Economia Solidária, em parceria com a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Econômicos Solidários (INTES), promove um evento para discutir e apresentar os resultados da Economia Solidária em Londrina. O encontro, sediado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), também será marcado pelo lançamento da coleção “Artes e Recomeço”, com produtos desenvolvidos pelo empreendimento formado por mulheres privadas de liberdade.

Para participar do “Diálogos sobre Economia Solidária entre gestores públicos, coletivos, movimentos sociais e entidades de fomento e assessoria”, basta comparecer no auditório do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) da UEL. A programação inicia às 13h, com uma Mostra dos Empreendimentos Econômicos Solidários.

A primeira palestra do evento será conduzida pela gerente de Inclusão Produtiva da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), Emília Falleiros. Sua apresentação terá como tema o “Contexto da Economia Solidária em Londrina”.

Nessa palestra, a gerente de Inclusão Produtiva da SMAS trará dados importantes sobre o Programa Municipal de Economia Solidária, que é gerido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e foi criado pela Lei Municipal nº 10.523 de 2008. Atualmente, o Programa conta com 63 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), dos quais participam cerca de 330 pessoas.

Esses empreendimentos são distribuídos em 6 ramos de atividade econômica – prestação de serviço, alimentação, agricultura familiar, coleta seletiva, artesanato e costura. E a INTES da UEL é uma parceira do programa, por meio de um projeto de extensão universitária voltado aos EES e gestores públicos.

De acordo com Falleiros, o encontro desta quinta-feira (14) tem como finalidade debater a política pública de Economia Solidária em Londrina. “Vamos abordar o que temos construído até aqui por meio do Programa Municipal, quais os desafios e as possibilidades para ampliar as ações de Economia Solidária no município, principalmente através da atuação intersetorial das políticas públicas. A ideia é que esse evento também mobilize coletivos que não estão no Programa Municipal, mas se organizam em associações, grupos informais e similares”, adiantou.

A gerente de Inclusão Produtiva da SMAS explicou ainda que a Economia Solidária é um modelo de desenvolvimento econômico com base na cooperação, solidariedade e gestão coletiva. “Ela visa incluir e potencializar trabalhadores que estão fora do mercado formal de trabalho e públicos específicos que não encontram espaço no modelo tradicional de economia. A Economia Solidária propõe uma nova cultura de organização da economia centrada no ser humano, na qual a finalidade é gerar trabalho e renda para o desenvolvimento de todos e com preocupação com a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento local”, pontuou.

No decorrer da tarde, a partir das 14h, estão previstas mais duas palestras. A professora Terezinha Saracini Mazzetto, da INTES/UEL, vai ministrar sobre “Política Pública de Economia Solidária enquanto estratégia de desenvolvimento socioeconômico”. E a professora Simone Vinhas de Oliveira, também da INTES/UEL, apresentará a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Econômicos Solidários.

Nova coleção 

As mulheres privadas de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Londrina vão lançar a marca “Artes e Recomeço”, com produtos voltados especialmente às festividades natalinas. Essa é a primeira iniciativa da Economia Solidária implementada em uma unidade de regime fechado, no país.

Segundo a coordenadora do projeto de Inclusão Produtiva da Economia Solidária, assistente social Soraya Garcia, o trabalho na Cadeia Pública Feminina teve início em 2021, quando a Cáritas de Londrina assumiu o projeto de Inclusão Produtiva. “Desde então, ofertamos a formação para as mulheres e organizamos os dois grupos, que trabalham com artesanato em crochê e produzem tapetes, bolsas, acessórios, bonecos e amigurumis”, detalhou.

Os itens já são comercializados nos espaços do Programa Municipal de Economia Solidária, como o Centro Público e o Café e Arte, bem como nas feiras itinerantes. “O diferencial dessa coleção é a qualificação, já que as mulheres vêm passando pelo aperfeiçoamento. Além disso, é uma produção especial de Natal, com itens de decoração e presenteáveis”, acrescentou Garcia.

NCPML

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