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Receberam o reconhecimento público o Instituto Rema Londrina, que promove atividades náuticas no Lago Igapó, e o Instituto de Sobreviventes de Câncer de Mama – Rosa dos Ventos

Ontem, segunda-feira (19), o prefeito Marcelo Belinati sancionou duas leis que declaram de utilidade pública duas instituições ligadas à saúde e ao esporte, sem fins lucrativos. A Lei nº 13.610, que concede o título ao Instituto Rema Londrina, que promove atividades náuticas no Lago Igapó, como a paracanoagem, e a Lei nº 13.669, que declara de utilidade pública o Instituto de Sobreviventes de Câncer de Mama – Rosa dos Ventos.

O prefeito Marcelo Belinati parabenizou as duas instituições pelo belíssimo trabalho que desenvolvem em Londrina e explicou que o título de utilidade pública tem um significado muito importante, porque possibilita que a instituição receba recursos dos órgãos governamentais, a fim de melhorar, cada vez mais, a qualidade dos serviços prestados. “É uma forma de o poder público reconhecer todo este trabalho que é feito para a população de Londrina, do norte do Paraná, de todo o Estado e até do Brasil”, disse.

Os projetos das duas leis são de autoria da vereadora Flávia Cabral. A vereadora explicou que, com este reconhecimento público, instituições que já prestam um importante serviço para a comunidade podem participar de programas dos governos estadual e federal. “Além de reconhecer o belíssimo trabalho que essas instituições fazem, nós também damos um caminho para que elas possam pleitear, junto aos governos, recursos para poder manter seus projetos e atender mais pessoas”, frisou.

Rema Londrina 

O instituto Rema Londrina foi criado com o objetivo de fomentar as modalidades náuticas esportivas e recreativas não motorizadas que são possíveis de serem praticadas em Londrina e região. O Instituto tem a parceria da Escola de Canoagem e Remo de Londrina e Iate Clube de Londrina, onde já são desenvolvidas as modalidades de paracanoagem, caiaque polo, dragon boat, entre outras.

A vereadora Flavia Cabral explicou que o instituto Rema Londrina presta um serviço muito bonito de inclusão de pessoas com deficiência. “Os projetos acontecem no Iate Clube e estão sendo, cada vez mais, fomentados para que mais pessoas possam ser atendidas. Quando uma pessoa sofre um acidente, quando ela é lesionada e se torna uma pessoa com deficiência (PCD), muitas vezes ela passa a ter depressão e o esporte ajuda muito nisso, porque dá a ela mais coragem, motivação, uma chance de uma nova vida e até de uma nova profissão”, apontou.

O técnico da equipe de paracanoagem Gelson Moreira Souza, responsável pela Escola Canoagem e Remo de Londrina, disse que com o título de utilidade pública o instituto espera poder buscar mais recursos para a realização de suas atividades esportivas. “O objetivo principal do Rema Londrina é promover as atividades náuticas no Lago Igapó, como a paraconagem, que trabalhamos desde 2013, e o dragon boat, que temos há três anos, além de outras modalidades esportivas”, enfatizou.

Rosa dos Ventos 

O Instituto Rosa dos Ventos desenvolve a canoagem recreativa e desportiva em embarcação Dragon Boat no Lago Igapó, esporte que é referência para tratamento do câncer de mama. Isso porque o efeito da repetição de remadas exigidas para movimentar especificamente esse modelo de barco é capaz de prevenir e diminuir o linfedema, que é acúmulo de linfa nos tecidos que resulta em um inchaço, e que pode ocorrer após a mastectomia (cirurgia de remoção completa da mama).

O Dragon Boat é uma modalidade de remo milenar, que tem suas origens ligadas à China, faz referência ao dragão, figura tradicional na cultura chinesa. O barco tem o formato da cabeça e da cauda do dragão e, ao todo, 22 atletas remam de forma sincronizada na mesma embarcação.

A equipe do Instituto Rosa dos Ventos foi a primeira equipe brasileira de sobreviventes de câncer de mama a remar com 22 pessoas. “Nós sabemos a importância, das mulheres que passam por este processo, como eu passei, de participarem de atividades esportivas que as preparem para a cirurgia de retirada das mamas e também no pós-operatório. E o projeto do Rosa dos Ventos está ligado ao programa do médico canadense Don McKenzie, que provou que efeito da repetição de remadas diminuir a possiblidade de linfedema, ou seja, é um projeto que nasce de uma pesquisa cientifica canadense e é desenvolvido em Londrina”, ressaltou a vereadora Flávia Cabral.

A presidente do Instituto Rosa dos Ventos, Maria Luiza Kasuya, contou que o esporte melhora muito a qualidade de vida das mulheres que passaram pelo câncer de mama. “Muitas mulheres, principalmente aquelas que tiraram os gânglios linfáticos, têm dificuldades para levantar os braços, e o esporte ajuda nisso também. Além disso, a troca de experiência entre elas, que passaram e passam pelo mesmo processo, é muito positiva. O fato delas remarem juntas e perceberem que existe vida após o câncer é muito gratificante. Elas se encontram em festivais, campeonatos e isso é muito bacana”, informou.

Kasuya ressaltou que espera que a instituição possa atender, cada vez mais, as sobreviventes do câncer de mama. “Temos 31 participantes ativas no momento, treinamos às quartas e aos sábados no Iate Clube. Estamos muito felizes com este reconhecimento público da Prefeitura de Londrina, pois é mais um passo importante para nós. Essa equipe de Londrina é a primeira de remadoras rosa do Brasil, ou seja, que é formada por sobreviventes do câncer de mama, segue o programa do médico Don McKenzie, e treina em um dragon boat”, frisou a presidente.

NCPML

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