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A Geo Brasilis terá 120 dias para desenvolver os estudos técnicos de viabilidade técnica, econômica, financeira e modelagem jurídica

A Prefeitura de Londrina homologou empresa autorizada a elaborar estudos que vão subsidiar a implantação da Cidade Tecnológica de Londrina na Fazenda Refúgio. A Geo Brasilis Consultoria, Planejamento, Meio Ambiente, com sede em São Paulo, foi habilitada para o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), e terá 120 dias de prazo para desenvolver estudos técnicos de viabilidade técnica, econômica, financeira e modelagem jurídica.

A área que será ocupada pela nova Cidade Tecnológica de Londrina possui 370 hectares e 60% de mata nativa, incluindo fundo de vale e nascentes. O intuito da Prefeitura é que, nesse espaço, sejam instaladas entidades, startups, empresas e indústrias que atuem com tecnologia, inovação e pesquisa.

E a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), proprietária da área, utilizará os estudos desenvolvidos no PMI para lançar um edital de licitação para concorrência pública, que permitirá selecionar quem será o investidor da iniciativa privada, em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). A estimativa é que a Cohab-Ld tenha direito a uma fração dos recursos investidos e participação dos lucros das empresas instaladas na Cidade Tecnológica.

O presidente da Cohab-Ld, Luiz Cândido de Oliveira, destacou a importância da destinação da área da Fazenda Refúgio, que não possui condições adequadas para receber moradias sociais e, há mais de 25 anos, não consegue cumprir sua função social e ainda corre o risco de invasões. “Desta forma, além de darmos uma destinação a essa área, vamos contribuir para o desenvolvimento tecnológico de Londrina. E ainda alcançaremos recursos para cumprimos com a nossa missão principal, que é atender com moradias as famílias mais vulneráveis de nosso município, resgatando a autoestima, dignidade e cidadania dessas pessoas”, explicou.

Na primeira semana de agosto, a Prefeitura dará início às reuniões com a Geo Brasilis, juntamente com outros parceiros envolvidos neste projeto. Devem participar, além da Cohab-LD, a Secretaria Municipal de Gestão Pública, Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Sebrae-PR, Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), entre outras associações e entidades ligadas ao setor de tecnologia e inovação.

O secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, avaliou que a documentação apresentada indica que a Geo Brasilis é uma empresa capacitada e com experiência na elaboração de estudos para desenvolvimento de parques tecnológicos. “Creio que, com esforço de todas as partes, empresa, Prefeitura e setor privado local, teremos ao final um estudo bastante robusto para dar atratividade ao desenvolvimento deste projeto transformador para Londrina”, detalhou.

Os estudos técnicos que a Geo Brasilis vai desenvolver incluem cinco produtos. São eles: Definição de fatores de atratividade e barreiras; Estudo prévio de viabilidade econômico-financeira; Plano de Negócios do Parque Tecnológico; Parâmetros Negociais para a Parceria; Estruturação do Processo de seleção da Chamada Pública. Todos esses produtos serão remunerados à Geo Brasilis pela vencedora da licitação, sem custos ou ônus para a Prefeitura. “Com os estudos em mãos, caberá à Cohab-LD elaborar e publicar o edital de licitação e fazer o processo de seleção. Nossa estimativa é que esse processo de chamamento do parceiro, ou sócio, da Cohab inicie no primeiro trimestre de 2023”, adiantou Cavazotti.

Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, a atuação conjunta da Prefeitura com entidades que atuam com tecnologia e inovação é uma medida fundamental para o sucesso do projeto. “É um trabalho que a Prefeitura está encabeçando, porque lhe cabe, mas, para ter sucesso, é preciso uma efetiva parceria com a sociedade civil; e o Sebrae, a Acil tem participado ativamente e são de fundamental importância para o sucesso do projeto”, frisou.

O gerente regional do Sebrae-PR, Fabricio Bianchi, também destacou a abertura da Prefeitura à sociedade civil organizada, para manter a cidade no rumo do desenvolvimento tecnológico e da inovação. “O prefeito Marcelo Belinati e todo o secretariado municipal sempre buscam nos envolver em diferentes ações e planejamentos relacionados com o Sebrae. E temos cumprido essa agenda em função das condições que a Prefeitura nos dá para trabalhar de forma conjunta”, citou.

Bianchi enfatizou que o novo parque tecnológico que será implementado na Fazenda Refúgio será um grande diferencial de Londrina, por reunir, na área urbana e próximo do centro e aeroporto da cidade, todas as condições que uma empresa inovadora necessita. “Com esse investimento, será valorizada toda a região. Ao mesmo tempo, haverá geração de negócios, seja para empresas daqui ou de fora. A Cidade Tecnológica vai atrair elementos fundamentais para a inovação, como incubadoras e aceleradoras, espaços de coworking, fora o aspecto de desenvolvimento residencial, com moradias para as pessoas que ali trabalharem. Será um novo bairro, com viés de negócio e inovação de altíssimo nível, como já ocorre mundo afora. Um excelente projeto para geração de emprego e renda, fortalecendo a mudança da matriz econômica da cidade. E estamos de corpo e alma nesse projeto”, concluiu.

NCPML

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