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Elaborada pela Síntese Arquitetura, proposta de empreendimento que será construído na zona norte, em terreno cedido pela Prefeitura, foi divulgada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil

O projeto habitacional de interesse social que está sendo desenvolvido em Londrina, com foco em eficiência energética e sustentabilidade, foi incluído no 3º Guia IAB para Agenda 2030, publicação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) lançada em 27 de julho (acesse aqui).

De autoria do coletivo Síntese Arquitetura e Urbanismo (Síntese.arq), de Santos (SP), o projeto havia obtido, no ano passado, o primeiro lugar no concurso “Habitação de Interesse Sustentável”, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). Posteriormente, Londrina foi selecionada pelo MDR para receber a proposta, que será construída em um terreno cedido pela Prefeitura, através da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), localizado entre o Jardim São Jorge e o Residencial Jequitibá (região norte).

O 3º Guia IAB para Agenda 2030, que tem o objetivo de divulgar boas soluções arquitetônicas que correspondam aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), foi composto a partir de um edital de chamamento. Entre fevereiro e março de 2022, profissionais de arquitetura e urbanismo do Brasil puderam enviar seus projetos – que deveriam ter sido elaborados a partir de 2015 – para a seleção relativa à publicação. Tendo sido inscrito no edital pelo coletivo Síntese Arquitetura e Urbanismo, o projeto foi escolhido para figurar na publicação na seção referente ao ODS 10, “Redução das Desigualdades”.

O presidente da Cohab-Ld, Luiz Cândido de Oliveira, frisou que, com isso, Londrina passa a se destacar no cenário mundial como uma das principais cidades que buscam atender as metas da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, voltadas a reduzir os impactos ambientais até 2030. “Nosso principal objetivo é alcançar melhorias no ambiente construído, visando levar qualidade de vida para as famílias. Portanto, esse projeto pensado e proposto em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com certeza será um ganho para a cidade. Isso, inclusive, no campo das pesquisas acadêmicas produzidas pelas universidades e faculdades de engenharia e arquitetura de Londrina, região e outras cidades brasileiras que se encontram na mesma zona bioclimática”, disse.

O arquiteto e sócio-diretor da Síntese Arquitetura, Ricardson Ricardo, salientou que o projeto foi concebido com base em várias diretrizes voltadas a questões como a replicabilidade, construção mais limpa e eficiência energética, que melhorassem a qualidade de vida dos futuros moradores.

“Quando estávamos desenvolvendo o projeto, sempre pensamos muito na questão da construção da cidade, considerando um conjunto habitacional como um espaço que permitisse ampliar as experiências de toda a população. A ideia era proporcionar um espaço que fosse fluido, que pudesse contemplar não só os moradores desse condomínio, mas também todo o entorno em que ele fosse inserido. Então, desenvolvemos soluções de eficiência energética, que têm o caráter de proporcionar espaços de convívio e lazer, cultivo e contato com a terra, como a permacultura. Esses foram pontos que fizeram a diferença, e a gente acreditava muito que o projeto poderia ser selecionado para representar um dos ODS da ONU”, afirmou.

Detalhes do projeto

A iniciativa escolhida para ser construída em Londrina é um protótipo que leva em consideração a eficiência energética, a racionalidade no uso de materiais e o reuso, comodidade, conforto e acessibilidade. No total, o empreendimento será composto por até 200 unidades habitacionais, que contemplarão aproximadamente 700 pessoas.

A obra será executada com recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, que já encaminhou R$ 418.104 à Prefeitura de Londrina para a elaboração dos projetos definitivos, adequados às especificidades do terreno. O Município, por sua vez, forneceu uma contrapartida de R$ 4.900 para a conclusão dessa etapa.

Conforme a arquiteta e chefe da Seção de Engenharia e Arquitetura da Cohab-Ld, Denise Salton Sapia, a meta é que a licitação para a contratação da empresa responsável pela construção seja realizada até o fim desse ano. “A partir daí, o Ministério do Desenvolvimento Regional encaminhará os recursos destinados à construção do empreendimento”, afirmou.

NCPML

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