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Sindicato que representa professores pressiona categoria patronal desde novembro do ano passado

O Sinpro Londrina, sindicato que representa os profissionais das escolas particulares, já está realizando rodadas de negociação com a classe patronal desde o final do ano passado, quando o sindicato encaminhou a pauta de negociação para o sindicato patronal, o Sinepe.

Enquanto outras entidades avançaram nas negociações, o Sinepe mantém a política de reajuste mínimo possível, com poucas mudanças nas condições de trabalho dos professores e administrativos, e sem melhoria significativa.

 “Uma negociação premente refere-se aos pisos. Entre todos os sindicatos patronais que negociam com o Sinpro, o Sinepe ainda trabalha com o menor piso”, revela o presidente do Sinpro, André Cunha. “No Sistema S e nas creches filantrópicas, o piso chega a ser 40% superior.”

Segundo André Cunha, esta grande diferença desestimula o professor a permanecer no ambiento da educação privada. “Algo que ocorre especialmente em escolas de pequeno e médio porte. É preciso que haja uma reflexão do patronal no sentido de melhorar as condições, passando por uma valorização de natureza salarial para esses profissionais.”

Investimentos não chegaram aos salários

Se em anos anteriores, a pandemia instalou uma crise no sistema privado de educação, a direção do Sinpro tem observado que essa questão já foi superada. “Acompanhamos que o número de alunos que migraram do sistema público para o privado voltou a crescer, temos visto investimentos em estrutura e em publicidade, e entendemos que é necessário também que essa valorização seja revertida para o professor e para os funcionários.”

O presidente do Sinpro conta que, apesar dos representantes das categorias estarem se reunindo há meses, ainda não houve proposta de reajuste. A proposta do Sinpro é de reposição de 9,5 a 10% nos salários, implantação de Vale Alimentação e o aumento da hora atividade. “Este é outro aspecto importante na negociação. A hora atividade está congelada em 10% há mais de 20 anos, enquanto estado já chegou a 30% e o Sistema S em 12%. São pontos que melhorariam a condição dos professores e demais profissionais das escolas privadas.”

Emilia Miyazaki/Asimp

#JornalUnião

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