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Copa do Mundo Feminina 2027 deve impulsionar inclusão e igualdade de gênero no Brasil, diz ministro

Primeira edição do Mundial feminino da FIFA na América do Sul terá foco no fortalecimento do futebol feminino e na ampliação do acesso ao esporte em todo o país.

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Por Da Redação
Copa do Mundo Feminina 2027 deve impulsionar inclusão e igualdade de gênero no Brasil, diz ministro
Ministro pontuou que as ações de divulgação do torneio já estão em andamento, incluindo um evento de lançamento na cidade de Miami, nos Estados Unidos, no dia 24 de junho. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil deverá deixar um legado que vai além das competições esportivas. A avaliação é do ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, que defendeu o evento como uma oportunidade para ampliar a participação das mulheres no futebol e promover mudanças culturais relacionadas à igualdade de gênero.

Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, o titular da pasta afirmou que a principal herança do torneio não estará concentrada em obras ou estruturas físicas, mas na transformação da forma como o futebol feminino é percebido pela sociedade.

Segundo ele, a expectativa é que a competição contribua para incentivar a prática esportiva entre meninas e jovens, ampliando oportunidades e reduzindo diferenças históricas entre as modalidades masculina e feminina.

Lei Geral da Copa foi sancionada

Os preparativos para o Mundial avançaram neste mês com a sanção da Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027. A legislação estabelece regras para a organização do torneio e cria condições jurídicas e operacionais para a realização da competição.

Entre os pontos previstos estão ações voltadas à promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino, considerados pilares do legado social que o governo pretende construir a partir do evento.

Mobilização já começou

Embora a Copa aconteça apenas em 2027, o processo de preparação já está em andamento. O Ministério do Esporte participa de ações de divulgação internacional e de planejamento operacional para receber seleções e torcedores.

Um dos marcos dessa preparação será um evento programado para o próximo dia 24 de junho, em Miami, nos Estados Unidos, que marcará a contagem regressiva para o Mundial.

De acordo com o ministro, a construção do evento começa anos antes da partida de abertura e envolve uma série de iniciativas voltadas à organização e promoção da competição.

Participação de municípios além das cidades-sede

O torneio contará com oito cidades-sede definidas conforme critérios técnicos da FIFA. No entanto, o Governo Federal pretende ampliar a participação de outras localidades brasileiras.

A proposta prevê que municípios fora do circuito oficial possam receber centros de treinamento, delegações e atividades relacionadas ao evento, permitindo que os benefícios da Copa alcancem diferentes regiões do país.

A intenção é fortalecer a presença do futebol feminino em todo o território nacional e ampliar o envolvimento da população com a competição.

Esporte como ferramenta de inclusão

Durante a entrevista, Paulo Henrique Cordeiro também destacou o papel do esporte como instrumento de inclusão social, prevenção da violência e promoção da cidadania.

Segundo ele, as políticas públicas da pasta têm priorizado investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, consideradas áreas que ainda apresentam carências na oferta de infraestrutura esportiva e programas de incentivo à prática esportiva.

Para o ministro, ampliar o acesso ao esporte é uma forma de oferecer oportunidades a crianças e adolescentes e contribuir para o desenvolvimento social das comunidades.

Programa para pessoas com autismo será ampliado

Outro destaque apresentado foi o programa TEAtivo, desenvolvido em parceria com a Apae Brasil para atender crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa oferece atividades esportivas adaptadas e já atende milhares de estudantes nas regiões Nordeste e Norte. Além de estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social dos participantes, o programa tem auxiliado na identificação de novos casos que necessitam de acompanhamento especializado.

A expectativa do Ministério do Esporte é ampliar o projeto para outras capitais brasileiras nos próximos anos.

Com a aproximação da Copa do Mundo Feminina de 2027, o governo aposta que o evento poderá consolidar avanços na valorização do futebol feminino, ampliar a participação das mulheres no esporte e fortalecer políticas de inclusão em todo o país.

Com informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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