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A Assembleia Legislativa do Paraná realizou na segunda-feira (21), sessão solene em comemoração aos 50 anos da Centrais  de Abastecimento do Paraná (Ceasa). A homenagem é um reconhecimento aos trabalhos que são realizados pela empresa, que tem economia mista e é vinculada ao sistema da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Ex-funcionários, produtores, permissionários atacadistas e carregadores foram homenageados durante o evento, que segundo o proponente da homenagem, deputado Alexandre Curi (PSD), são essenciais para o desenvolvimento do Estado. “Todos sabem que a Ceasa é responsável pela qualidade da alimentação da população, então é uma honra prestar uma homenagem a todas estas pessoas que estão se empenhando para que este trabalho de excelência continue”.

Curi lembrou que em 2020 a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei 494/2020, que regulamentou a Ceasa-Pr, trazendo mais segurança aos permissionários que trabalham no local. “Foi um marco por que conseguimos regulamentar a situação de todos os permissionários, que a partir desta lei tiveram segurança para fazer investimentos e trazer mais tecnologia no trabalho que é desenvolvido”, disse. O projeto aprovado determina que a utilização do espaço para pessoa jurídica será admitida após realização de processo licitatório. O prazo de permissão é de 25 anos. Já para a pessoa física, a utilização do espaço é admitida desde que comprovada a condição de produtor rural individual, podendo este estar organizado em associação ou cooperativa. Nesta modalidade, o prazo da autorização remunerada de uso pode ser de um a até cinco anos.

Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Anacleto Ortigara, a homenagem é um reconhecimento do Legislativo aos trabalhadores que acreditam na agricultura do Paraná. “Sempre importante a gente reconhecer o trabalho de muita gente que há 50 anos fundaram essa ideia, esse marco de termos uma organização. Antes era uma confusão em diversos espaços, comércio de rua, e conseguidos dar um sentido para tudo isso. Em nome do Governador Ratinho Júnior, precisamos agradecer o trabalho de cada um”, ressaltou o secretário.

Além da organização dos permissionários para a venda de seus produtos, a Ceasa-Pr também tem responsabilidade social. Atualmente mais de 150 mil pessoas e 150 entidades recebem alimentos que seriam descartados e são aproveitados por programas sociais. “A Ceasa Paraná desempenha um papel fundamental na vida de pessoas em vulnerabilidade social. Temos o projeto do Banco de Alimentos e o Comida Boa. São mais de 150 mil pessoas por mês que se alimentam através destes projetos. Em média, 350 toneladas de comida que seriam descartadas, são aproveitadas de alguma forma com o nosso trabalho diário”, lembrou o presidente da Ceasa-Pr, Eder Bublitz.

Entre os homenageados da noite estava o senhor Luiz Afonso Fiorese, que desde o primeiro dia, em 1972, trabalha dentro da Ceasa-Pr. “Hoje é um dia de agradecimento, quando entrei lá era muito diferente. Todo usuário era com crachá e tenho o meu guardado até hoje. Atualmente os problemas são outros, o que temos agora é a disputa por freguês todos os dias”, ressaltou Luiz, agradecido pela homenagem.

Atualmente Ceasa Paraná administra cinco unidades atacadistas de hortigranjeiros, em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. Operam nessas cinco Ceasas do Estado 740 empresas permissionárias, sendo 683 ligadas diretamente ao atacado de hortigranjeiros e flores. Estão cadastrados junto aos Mercados de Produtores dessas unidades 6.934 agricultores, sendo 1.671 ativos, que negociam diretamente suas produções. Em 2021, foram comercializados, através da Ceasa do Paraná, cerca de 1.297 milhão de toneladas de hortigranjeiros. A unidade de Curitiba responde por 66,30% do volume total, seguido por Londrina, com 16,40%, Maringá, 8%, Foz do Iguaçu, com 6,5%, e Cascavel, com 2,8%. Circulam em média, por dia, nos mercados atacadistas das cinco unidades cerca de 26 mil pessoas e 11 mil veículos, entre permissionários, agricultores, comerciantes, empregados, autônomos, que ajudam a gerar 20 mil empregos diretos e outros 53 mil empregos indiretos.

ALEP

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