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Os lotes 3 e 6 do novo programa de concessão de rodovias do Paraná devem ter um mecanismo de contagem de tráfego para controlar as receitas das concessionárias. Segundo o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), esta é uma das inovações apresentadas pelos órgãos federais a parlamentares paranaenses em reunião realizada em Brasília nesta semana.

 “A criação de bandas e a contagem de tráfego vão permitir o controle do faturamento das concessionárias. Assim, se o fluxo for maior que o previsto, com aumento das receitas, o valor que entrar a mais pode ser usado para diminuir as tarifas do pedágio, ou para a execução de novas obras. Se o tráfego for menor que o previsto, haverá uma compensação, com aumento do pedágio”, sintetizou Romanelli em entrevista na sexta-feira, 23, para a TV Tarobá, em Cascavel.

Romanelli acredita que a contagem de tráfego nas rodovias está subdimensionada. Os números usados para elaborar o projeto de concessão das estradas que cortam o Paraná são de 2019. Segundo ele, a desatualização foi comprovada em duas recontagens pela Socipar (Sociedade Civil do Paraná) na BR-376, entre Paranavaí e Nova Londrina. Nesta semana houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa para defender a necessidade da duplicação do trecho.

O deputado informou que os dois estudos realizados pela Socipar mostraram que o fluxo diário era de 7.868, em 2022, e de 8.442, em 2023, enquanto a contagem feita em 2019 pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística), para balizar o programa de concessões de rodovias paranaenses, apontava um tráfego diário de 4.698 veículos. “O volume de tráfego é praticamente o dobro e isso deve estar se repetindo em outras rodovias”, acredita Romanelli.

As novas concessões também foram tema de discussão na reunião da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná). Presente ao encontro, o deputado fez um resumo da reunião realizada no Ministério dos Transportes na última quarta-feira. “O fato é que temos uma nova interlocução e estamos avançando no aperfeiçoamento da modelagem para não repetir erros do passado, como a falta de duplicação da BR-277”, afirmou Romanelli.

Fábrica de prédios

Na sexta, Romanelli também participou da solenidade de lançamento da primeira fábrica de prédios automatizada do Brasil. O empreendimento é liderado pelo empresário Francisco Simeão, que prevê um investimento de R$ 200 milhões no projeto para a construção de aproximadamente 6.000 apartamentos na cidade até 2026.

ALEP

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