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Desde janeiro, foram registrados 28 óbitos pela doença no município; Prefeitura conduz diversas ações para o combate ao mosquito Aedes aegypti

Ontem (29), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou um boletim atualizado com dados sobre a situação da dengue em Londrina. De acordo com o levantamento, desde janeiro deste ano, foram registradas 59.880 notificações por suspeita da doença, das quais 29.060 foram confirmadas e 10.175 foram descartadas. No momento, 20.645 notificações estão em análise, e Londrina contabiliza 28 óbitos causados pela dengue em 2023.

Para combater a dengue, a Prefeitura vem realizando diversas iniciativas, como o projeto-piloto conduzido em parceria com a empresa Forrest Brasil Tecnologia. Através dessa iniciativa, a partir de 10 de julho, será feita a soltura semanal de 350 mil machos estéreis do mosquito Aedes aegypti no Conjunto Mister Thomas (saiba mais). Esses insetos fecundarão as fêmeas do Aedes aegypti, porém, os ovos resultantes não prosperarão, o que deverá diminuir progressivamente a quantidade de mosquitos no município.

As equipes da SMS seguem atendendo casos suspeitos de arboviroses e realizando busca de novos sintomáticos, assim como vistorias em imóveis classificados como pontos estratégicos, eliminações de possíveis criadouros e averiguações de denúncias feitas por munícipes pelo número 0800-400-1893 e através da Ouvidoria. As ações também incluem o monitoramento com armadilhas ovitrampas, realização de mutirões educativos e limpeza de imóveis críticos, intensificação de atividades em bairros com alta incidência de casos suspeitos de arboviroses, levantamento de índices entomológicos e atendimento de imóveis em poder de imobiliárias ou particulares.

São conduzidas, ainda, atividades educativas como palestras nas escolas, empresas e junto à sociedade civil organizada, bem como ações com o uso de armadilhas para reduzir a densidade populacional do vetor.

O coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Nino Ribas, enfatizou que, mesmo com a chegada do inverno, que provoca uma redução temporária na incidência do Aedes aegypti, a sociedade não pode negligenciar os cuidados para evitar a reprodução do mosquito.

“Neste momento, por questões climáticas, ocorre a redução das atividades do vetor, mas ele não acaba, sendo que os criadouros com ovos podem resistir mais de um ano sem contato com a água. Por isso, precisamos da atenção e da intervenção da população para evitar que, assim que a temperatura aumente e venham as chuvas, os ovos eclodam e surjam novas gerações de mosquitos. É essencial a eliminação de qualquer objeto em desuso que fique nos quintais e sirva de criadouro para o mosquito, assim como a limpeza e manutenção de caixas d’água, calhas e recipientes que armazenam água, como os potes dos pets”, afirmou Ribas.

NCPML

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