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Deputada defende mais esforços para resolver problemas de saúde acumulados durante a pandemia.

Um dos efeitos colaterais da pandemia de covid-19 foi o represamento de uma série de serviços de saúde, que agora precisam de um esforço do sistema para redução da demanda reprimida e retomada da normalidade do atendimento à população. Um dos exemplos são as cirurgias eletivas.

A análise foi feita pela deputada estadual Márcia Huçulak (PSD) durante audiência pública da Comissão de Saúde, ontem (6), em que a Secretaria Estadual da Saúde do Paraná (Sesa) apresentou o relatório de orçamento e atividades do primeiro quadrimestre deste ano.

Participaram da audiência o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, o diretor-geral, César Neves, diretores da pasta, além dos membros da comissão e outros deputados estaduais.

“A pandemia foi um período bastante difícil. Os problemas se avolumaram no pós-pandemia. Agora, precisamos de respostas e o tempo urge”, disse Márcia.

De acordo com a prestação de contas da Sesa, a pasta tem R$ 913 milhões de recursos em caixa disponíveis. Para Márcia, que é vice-presidente da comissão de Saúde, parte desse dinheiro poderia ser canalizado para custeio e ações de alta e média complexidade de saúde.

“Estamos recebendo na Assembleia inúmeros pedidos de prefeitos nesse sentido”, disse ela, que vem reportando à secretaria demandas que chegam ao gabinete, de maneira a contribuir com a prestação dos serviços na área.

Márcia entende que as áreas prioritárias nas cirurgias eletivas são as de ortopedia, urologia e ginecologia, cada uma com suas demandas específicas que afetam a qualidade de vida da população.

A deputada explicou que alguns municípios estão assumindo custos dede saúde, sobrecarregando o caixa da cidade, que tem menos capacidade do que estado. Além disso, ela entende que há margem na execução orçamentária para ampliar a prestação de serviços de saúde.

Saúde da mulher

A deputada também chamou atenção para dois indicadores da saúde da mulher: câncer de mama e câncer cérvico-uterino. Ela sugeriu ações da Sesa nessas duas áreas, na medida em que há estrutura disponível para ampliar os serviços. “O diagnóstico precoce salva vidas”, destacou.

No caso do câncer cérvico-uterino, Márcia ponderou a necessidade de estimular a vacinação contra o HPV (vírus papiloma humano), que é medida preventiva das mais importantes, além do exame Papanicolau.

“Em pleno século 21 não podemos mais ter mortes por câncer cérvico-uterino”, afirmou.

Sobre o câncer de mama, uma das principais causas de morte de mulheres do estado, a deputada sugere ações para ampliar a realização de exames, já que o estado dispõe de equipamentos suficientes para atender a demanda.

ALEP

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