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Capacitação de profissionais, estrutura hospitalar, recursos para os municípios, conscientização da população e monitoramento do quadro epidemiológico integram o conjunto de ações para controlar a dengue, chikungunya e zika.

O controle de arboviroses foi intensificado pela da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nos primeiros 100 dias da segunda gestão do governo de Carlos Massa Ratinho Junior, e segue entre as prioridades. O Estado construiu uma verdadeira frente de combate ao mosquito Aedes aegypti, contra a dengue e outras arboviroses, com a ampliação de recursos, capacitação de pessoal, distribuição de medicamentos, abertura de leitos, campanhas audiovisuais e constante monitoramento do quadro epidemiológico.

Para se adaptar às demandas do combate ao mosquito Aedes aegypti, a Sesa desenvolveu uma série de treinamentos e capacitação para médicos, enfermeiros, profissionais de atenção à saúde, agentes de endemias e agentes comunitários de saúde. Desde o início do ano, foram promovidas pelo menos cinco capacitações voltadas para o diagnóstico diferencial de doenças – ação fundamental no atendimento de pacientes. Ao todo, mais de 1.500 profissionais participaram dos treinamentos, abrangendo as 22 Regionais de Saúde do Paraná.

 “Temos realizado uma ampla gama de ações para minimizar a incidência de complicações provocadas pelas arboviroses durante esse período sazonal. É uma batalha dura, que envolve um braço forte do Poder Público e participação engajada da população, para que a reprodução do mosquito possa ser reduzida ao máximo”, comenta o diretor da Sesa, César Neves. “Enviamos apoio e nos preparamos para garantir que nenhum município fique desassistido neste enfrentamento”, comentou.

As atividades de capacitação aconteceram nas Regionais de Saúde (RS) onde foram confirmados os primeiros casos autóctones de chikungunya: Pato Branco (7ª RS), Foz do Iguaçu (9ª) e Cascavel (10ª). Curitiba (2ª) e, mais recentemente, Londrina (17ª) também realizaram o treinamento. “Este ciclo de treinamentos tem grande validade para não somente aprimorar o conhecimento de profissionais, mas também capacitar aqueles que ainda não tenham tido contato com pacientes que apresentam sintomas dessas doenças”, César Neves.

Estrutura

O Estado também tem investido em estruturas hospitalares para garantir maior capacidade de atendimento. Nesta linha, um exemplo são os 50 novos leitos exclusivos para o tratamento de dengue abertos no Hospital Cataratas, em Foz do Iguaçu, uma das regiões mais afetadas pela doença.

Outra iniciativa foi a antecipação do pagamento do Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância de Saúde (Provigia), num valor de R$ 9 milhões, a todos os municípios. O recurso pode ser utilizado para compra de medicamentos e insumos, além de outras demandas voltadas para o combate da dengue, zika e chikungunya. Em 2021, os municípios receberam R$ 23 milhões e em 2022, R$ 35 milhões. 

Mais Ações

O diálogo constante com o governo federal completa o rol de ações do Governo do Estado para combater as arboviroses. O objetivo, neste caso, é garantir o recebimento de insumos como inseticidas e kits para diagnóstico laboratorial, auxiliando ações de bloqueio nos municípios.

Dados

De acordo com o último boletim divulgado pela Sesa, publicado nesta terça-feira (18), o Paraná registrou, em relação à dengue, 140.570 notificações; 56 mil casos descartados; 21.406 casos confirmados e 12 mortes, desde o início do período epidemiológico, em agosto do ano passado. Durante este período não houve registro de casos confirmados de zika. Já o panorama de chikungunya no Paraná revela 1.395 notificações, 187 casos confirmados da doença, sendo 49 importados e 116 autóctones.

AEN

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