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- Consumo de tabaco, em qualquer uma de suas formas, colabora para o desenvolvimento de diversas doenças;

- No caso do câncer de pulmão, corresponde por cerca de 85% dos diagnósticos, alerta o Instituto Nacional de Câncer (Inca);

Os malefícios do tabagismo são inegáveis e estão relacionados com mais de 7.000 substâncias existentes na fumaça do cigarro e muitas, como alerta o Instituto Nacional do Câncer, contribuem para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre os quais, leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga, pâncreas, fígado, colo do útero, esôfago, rim e ureter, de cordas vocais, boca, cabeça e pescoço, estômago, cólon e reto, traqueia, brônquios e pulmão. Além dessa extensa lista, o tabaco consumido em qualquer uma de suas formas, colabora de forma significativa para problemas cerebrovasculares e ataques cardíacos, por exemplo.   

Existem produtos de tabaco que não são fumados, mas também estão associados ao desenvolvimento de tumores e a muitas patologias buco-dentais. “Os cigarros eletrônicos e todas as formas de usar tabaco, trazem inúmeros malefícios à saúde”, alerta o cirurgião de cabeça e pescoço da Oncoclínicas Londrina, Dr. André Armani.

A inalação do vapor exalado por estes equipamentos também não é isenta de riscos. O especialista afirma que para os pacientes oncológicos, a cessação do tabagismo cresce em importância porque representará redução de efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia, diminuição dos riscos de reincidência da doença, de aparecimento de novos tumores e de surgimento de metástases. No caso de cirurgias, o processo de cicatrização será mais rápido e com menor frequência de complicações. Por isso, a interrupção do tabagismo é considerada, cada vez mais, uma das estratégias fundamentais para alcançar resultados melhores no tratamento oncológico.

No entanto, para muitos, parar de fumar não é tarefa fácil. É importante procurar ajuda especializada e não enfrentar o problema sozinho. Sem apoio profissional, a possibilidade de sucesso é muito baixa. O trabalho multidisciplinar de atendimento ao fumante deve começar por uma entrevista para entendimento da rotina e histórico de fumo. O tratamento do tabagismo cabe a um médico, pois inclui uso de medicamentos e apoio cognitivo comportamental. No caso de pacientes oncológicos, em que também será preciso lidar com os medos e outros sentimentos, é importante criar um vínculo emocional com o especialista, para estimular o compromisso de desligar-se do tabaco. “A cessação do tabagismo traz benefícios fundamentais para viver melhor”, finaliza André Armani.             

Atitudes importantes para quem quer parar de fumar:

- Preparar-se para os possíveis efeitos da abstinência, como ansiedade, irritabilidade, insônia. Essa síndrome precisa ser manejada por um médico especializado nesta tarefa e pode ser necessário uso de ansiolíticos.

- Exercícios ou esportes regulares e continuados, sob supervisão, minimizam a abstinência à nicotina;

- Se não conseguir interromper abruptamente, pode-se programar a parada progressiva, reduzindo o número de cigarros a cada dia ou semana. Porém, essa estratégia facilita a recaída, pois há a continuidade do uso de nicotina;

- Existem vários medicamentos a serem prescritos pelo médico, que tornam menos difícil esta jornada;

- É preciso entender que a recaída não representa fracasso ou fraqueza, mas faz parte de um ciclo de aprendizado do que ocasionou cada insucesso. Vencer um vício de muitos anos pode precisar de inúmeras tentativas.

Para mais informações, acesse http://www.grupooncoclinicas.com

Andreia Fantinel/Asimp

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