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A ação foi anunciada no lançamento da Campanha Nacional de Prevenção à doença

A compra de 50 mil doses de vacinas para profissionais de saúde em contato direto com materiais contaminados foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O anúncio foi feito no lançamento da Campanha Nacional de Prevenção à Varíola dos Macacos, na segunda-feira (22). O objetivo principal da campanha é orientar a população sobre como evitar a doença e o que fazer em caso de contágio. 

O ministro esclareceu que as vacinas serão adquiridas a partir do fundo rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). “Essas 50 mil doses não têm o poder de controlar o surto. As vacinas servem para proteger os profissionais de saúde que lidam diretamente com materiais contaminados”, explicou. 

As vacinas endereçadas ao Brasil fazem parte de um total de 100 mil doses destinadas para a América Latina. A entrega está prevista para o início de setembro. O Ministério da Saúde destacou que, até o momento, não há indicação para  vacinação em massa para o combate da varíola dos macacos, considerando que a doença tem baixa letalidade. No total, foram 12 mortes no mundo, uma delas no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde.

 “A vacina e o medicamento vêm como um elemento a mais, mas que nesse momento não é a pedra fundamental do enfrentamento ao surto de varíola dos macacos no Brasil”, complementou o Ministro da Saúde. 

Cenário epidemiológico

O 8º boletim epidemiológico sobre o Monkeypox também foi divulgado. Ao todo, até o dia 13 de agosto, foram 37.736 casos confirmados de varíola dos macacos no mundo, 3.040 deles no Brasil, em 229 municípios. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os estados com maior número de casos confirmados. 

De acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), 93,2% dos casos no Brasil são entre pessoas do sexo masculino, a maioria homens entre 18 e 49 anos. 49,7% dos pacientes declararam ter relação sexual com outros homens. Mas as autoridades sanitárias reforçam que qualquer pessoa pode se contaminar, independentemente da orientação sexual.

Marquezan Araújo/Brasil 61

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