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Ministra da Saúde foi a primeira entrevistada na retomada do programa de rádio Bom Dia, Ministra. Ela falou sobre vacinação, redução de filas de cirurgias, Mais Médicos e Farmácia Popular

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi a primeira entrevistada na reestreia do programa de rádio Bom Dia, Ministra, que foi ao ar ao vivo, ontem, 21/6. Ao longo de uma hora de entrevista, com a participação de âncoras das cinco regiões do país, a ministra abordou diversos temas, entre eles o programa Mais Médicos, o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, o Movimento Nacional pela Vacinação e a retomada do Farmácia popular.

Doutora em sociologia, primeira mulher em 120 anos a presidir a Fundação Oswaldo Cruz e primeira mulher a ocupar a pasta da Saúde no Brasil, Nísia também abordou temas específicos de estados, como as dificuldades de acesso a profissionais na região Amazônica, a questão da saúde indígena, a crise por procura de leitos de UTI em Pernambuco e o problema dos hospitais federais do Rio de Janeiro.

O Bom Dia, Ministra é uma parceria da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) com a Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Confira algumas das respostas da ministra

RECURSOS – “É importante esclarecer a nossa população que os programas lançados pelo Ministério da Saúde têm total garantia dos recursos necessários neste ano de 2023. Isso porque, apesar de ter sido encaminhado pelo governo anterior um orçamento com cortes de quase 60% em muitos programas, como é o caso do Farmácia Popular, a Emenda Constitucional da Transição nos permite realizar esses programas. Tudo o que estamos lançando está garantido em termos de recursos”.

MAIS MÉDICOS – “Ontem (20/6), o Senado aprovou a MP encaminhada pelo presidente Lula e, assim, podemos, com tranquilidade, seguir com o programa, um fato muito positivo. Isso vai permitir acesso da população, cuidado. Muitos estudos demonstram que o Mais Médicos impacta na qualidade de vida, na prevenção de doenças, no cuidado com doenças crônicas, principalmente junto à população idosa. Então, é com muita alegria que vemos a retomada do Mais Médicos”.

CIRURGIAS ELETIVAS – “Estamos trabalhando para fazer credenciamento, habilitações, reconstituição de recursos que estavam em grande parte represados há quatro anos sem atendimento a essas demandas. Estaremos liberando os recursos na medida em que as cirurgias sejam realizadas, como foi a nossa pactuação com os secretários estaduais e municipais de Saúde. Temos a meta de chegar este ano a 500 mil cirurgias, numa avaliação ainda não precisa, porque nós temos na medida em que o processo começa, de que temos um milhão de cirurgias a serem realizadas. As mais comuns são as ortopédicas, apesar de haver grande variação no Brasil. Mas temos também cirurgias que não podem aguardar, como é o caso das cirurgias voltadas para a área do câncer, que naturalmente tem que ter prioridade. Estamos esperançosos de ter de fato esses bons resultados com a adesão dos estados, porque tudo começa com a adesão”.

VACINAÇÃO – “De fato é uma das grandes preocupações, não só do Ministério da Saúde e do Governo como um todo. Creio que cada vez mais temos setores da sociedade se engajando no que denominamos o Movimento Nacional Pela Vacinação. É importante dar esse caráter de movimento. O que aconteceu no Brasil, reforçado no último governo por uma campanha de fake news que infelizmente foi reverberada e até mesmo propagada pelo anterior governo, é algo muito grave. O Ministério vem coordenando ações junto com estados e municípios de maneira a que a mensagem da vacinação chegue ao esclarecimento e ao acesso. Facilitar ao máximo o acesso da população à vacina. Só existe uma forma de lidar com isso, que é o grande esforço de governo e sociedade. E para isso estamos trabalhando, conversando, trabalhando estratégias, para que essas ações atinjam a realidade de cada estado e atenda toda a diversidade que existe no Brasil”.

FARMÁCIA POPULAR – “A gratuidade foi estabelecida originalmente para aquelas doenças com maior potencial de agravamento e de óbito. No caso, as doenças cardiovasculares, diabetes, asma, dessa maneira permitindo uma redução em problemas de saúde relacionados a essas doenças. A ampliação para osteoporose e para anticoncepcionais decorreu de uma visão da importância do cuidado e da atenção às mulheres no nosso país, no caso no seu ciclo de vida, pensando seu período de fertilidade, pensando também a osteoporose e também sinalizando que neste caso é um medicamento que atende aos homens, uma vez que a osteoporose atinge predominantemente as mulheres, mas também aos homens. Nossa ideia é, progressivamente, pensar em outros medicamentos com forte impacto na saúde pública. No caso dos homens, por exemplo, estudaremos a questão dos medicamentos para problemas com a próstata e assim vamos trabalhando para que um elenco de medicamentos em benefício da saúde da população possa estar disponível para aqueles que mais precisam”.

SAÚDE INDÍGENA – “A saúde indígena é uma prioridade que está sendo fortalecida. O mesmo princípio orientou os DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas). Eu tive uma excelente reunião com lideranças indígenas recentemente, com a frente dessas lideranças, com a Associação dos Povos Indígenas no Brasil, com a nossa Secretaria de Saúde Indígena e a ministra Sônia Guajajara, e estão todos afinados com esse fortalecimento da SESAI (Secretaria de Saúde Indígena) e com a melhor forma de fazer a gestão da saúde indígena, que foi absolutamente prejudicada no último governo. Não só no território Yanomami, que foi o território em crise, mas em todos os DSEI reforçaremos essa visão e essa prática”.

SARAMPO E POLIOMIELITE – “O sarampo não é um risco distante. Nós já voltamos a ter casos de sarampo, infelizmente, então isso reforça a recomendação pela vacinação. Lembrando que a vacinação é um direito garantido pelo SUS e que as crianças e adolescentes têm esse direito assegurado no Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, é um dever nosso proteger nossas famílias, nos proteger e proteger nossas crianças e jovens. Com relação à poliomielite, é um risco que nós não podemos permitir que volte. A partir de 2017, essa perda de cobertura foi acentuada e tudo isso foi reforçado, infelizmente, durante a pandemia de Covid-19, quando as vacinas é que foram o principal instrumento para salvar vidas e reduzir o impacto no sistema de saúde das hospitalizações. Nós temos a perspectiva de reverter esse quadro, mas isso, como disse, será intensamente trabalhado como movimento. O importante nesse momento é fazer o que temos feito: buscar fazer isso não como uma ação de governo apenas, mas como uma ação da sociedade, além das ações de governo, que já lutou e conseguiu disponibilizar as vacinas e reorganizar o Programa Nacional de Imunização que estava absolutamente desestruturado”.

Agência Brasil/Secretaria de Comunicação Social

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