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Unidade recebeu tendas climatizadas e poltronas de hidratação; para prevenir novos casos, sábado (1°) haverá mutirão de limpeza em bairros da zona norte

A partir das 7h de quarta-feira (29), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará será referência exclusiva para pacientes com suspeita de dengue ou confirmação da doença. Desde o início de janeiro, Londrina acumula 1.475 casos positivos de dengue e 8.885 notificações. Os números cresceram principalmente ao longo do mês de março, o que gerou aumento na procura por todas as unidades de saúde da rede municipal, especialmente as de Pronto Atendimento 24 horas.

Com essa medida, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pretende oferecer um atendimento melhor a todos os usuários. Além da mudança para atendimento exclusivo de dengue, a UPA Sabará vai receber novas tendas com climatizadores, para os pacientes e seus acompanhantes aguardarem com mais conforto. Também está sendo reforçado o número de poltronas de hidratação disponíveis na unidade.

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (28), o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, frisou que, embora as escalas médicas estejam completas, as UPAs e Prontos Atendimentos tiveram uma procura de pacientes muito acima da média nos últimos dias, superando 2.500 pessoas por dia. “E todas as unidades estão recebendo muitas pessoas com dengue, que é um atendimento mais complexo. É preciso avaliar, fazer exames, medicar, hidratar o paciente, então demora mais. Em que pese as UPAs terem oito médicos, no PA do Leonor são cinco, ainda assim temos observado isso. Ontem (27), a UPA do Sabará atendeu 760 pessoas, e normalmente varia de 350 a 380 pessoas. Para melhorar isso, a partir de amanhã (29), às 7h da manhã, a UPA Sabará passa a atender exclusivamente os casos suspeitos e confirmados de dengue”, citou.

Na UPA do Jardim Sabará, o atendimento passa a ser exclusivo às pessoas com 12 anos de idade ou mais que apresentem sintomas de dengue. As crianças permanecerão sendo atendidas no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Os sinais clássicos da doença incluem febre, geralmente alta e que começa subitamente, acompanhada de dores de cabeça e nas articulações, e manchas avermelhadas no corpo. Algumas pessoas também apresentam náuseas ou vômito, e dor ao movimentar os olhos.

Além de remanejar a rede municipal de urgência e emergência, a Prefeitura também está reforçando ações de prevenção contra a dengue, para reduzir o número de casos. Neste sábado (1°), as secretarias municipais de Saúde, Obras e Pavimentação e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) retomam o mutirão Bota Fora, para limpeza de rejeitos e outros objetos que possam acumular água.

Machado explicou que, na quinta (30) e sexta-feira (31), os agentes da Coordenação de Endemias vão percorrer as ruas dos bairros Parati e Chefe Newton, orientando a população sobre o mutirão e distribuindo os sacos plásticos. No sábado (1°), os caminhões vão circular nas ruas fazendo o recolhimento dos possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. “O prefeito Marcelo Belinati pediu que todas as equipes com aparato de maquinário e recursos humanos estejam engajadas. Então no sábado (1°) faremos o mutirão no Parati e Chefe Newton, que hoje é o local com maior número de pessoas doenças, e registra a maior incidência”, afirmou.

A cada levantamento para identificar a incidência do Aedes nos bairros, verifica-se que a maioria dos focos está dentro dos imóveis. Por isso, o secretário municipal de Saúde reforçou o pedido para que a população elimine esses objetos, evitando que o mosquito se prolifere e a cidade registre uma nova epidemia de dengue. “Não temos ainda a incidência de casos confirmados pelo número de habitantes, que é o que vai dar a classificação de epidemia. Mas o momento é muito crítico e tudo caminha para que isso aconteça, não só em Londrina. Infelizmente, esse ano a dengue veio com força total, e sempre cabe fazer o apelo a toda população que nos ajude nesse momento de surto. Olhe seu quintal, incentive seu vizinho a fazer o mesmo, usem repelente, para a gente reverter o mais rápido possível esse jogo”, concluiu.

Números 

O último relatório com a situação epidemiológica de dengue em Londrina apontou 1.475 casos confirmados, até ontem (28). Desde 1° de janeiro, foram 8.885 notificações, das quais 2.119 foram descartadas e outas 5.291 seguem em análise.

Nesta semana, foi anunciado o primeiro óbito provocado por dengue, este ano. O paciente, de 93 anos, foi internado no final de fevereiro e faleceu em 6 de março. A confirmação se deu mediante resultado dos exames analisados pelo Laboratório Central do Estado (LACEN).

NCPML

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