Com a chegada do período mais seco do ano, o Paraná inicia uma nova mobilização para tentar reduzir os incêndios florestais e as queimadas que atingem áreas urbanas e rurais. A 6ª edição da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais será lançada nesta terça-feira (17), reunindo órgãos públicos, entidades ambientais e representantes do setor produtivo em uma ação de conscientização voltada à população.
A iniciativa ganha importância diante dos números registrados no estado. Em 2025, foram contabilizadas 17.121 ocorrências de incêndio, sendo que mais da metade delas — 9.156 casos — envolveu queimadas em áreas de vegetação. Segundo os organizadores da campanha, cerca de 90% dos incêndios têm origem em ações humanas, muitas delas relacionadas ao uso inadequado do fogo ou à falta de cuidados em períodos de estiagem.
O objetivo da mobilização é ampliar a conscientização sobre os riscos das queimadas e orientar a população sobre medidas preventivas. As ações incluem a distribuição de materiais educativos, atividades em escolas, empresas e comunidades rurais, além da divulgação de informações sobre como agir diante de situações de risco.
Monitoramento ajuda a identificar focos de calor
Além do trabalho de conscientização, o estado conta com ferramentas tecnológicas para monitorar possíveis incêndios. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) opera a plataforma VFogo, que utiliza imagens de satélite, dados geoespaciais e recursos de inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões paranaenses.
Quando situações de risco são detectadas, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná, permitindo uma resposta mais rápida para evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios.
Impactos ambientais e econômicos
Os incêndios florestais provocam consequências que vão além da destruição da vegetação. As queimadas afetam a fauna, comprometem a qualidade do solo, aumentam a emissão de poluentes na atmosfera e podem gerar prejuízos significativos para a produção agropecuária.
Também há impactos diretos na saúde pública, especialmente em períodos de baixa umidade do ar, quando a fumaça contribui para o agravamento de doenças respiratórias.
Mobilização estadual
A campanha é coordenada pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) e reúne 16 instituições parceiras, entre elas Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Instituto Água e Terra (IAT), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Ibama, Embrapa Florestas, Simepar, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).
As ações de prevenção serão realizadas ao longo dos próximos meses, período em que o risco de incêndios costuma aumentar devido à estiagem e às condições climáticas mais favoráveis à propagação do fogo.
O alerta das entidades envolvidas é que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir os danos causados pelos incêndios e preservar os recursos naturais do estado.
Com informação da Talk Assessoria de Comunicação