Religião

Jamais desistir do Bem

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Por Redação
Atualizado: 24/04/2026 às 13h01

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A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionárioVanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!

A Esperança

 não morre nunca!

 Nunca!

 Não morre, não!

 Pois, como a Vida,

 que é eterna,

 mãe tão fraterna,

 pode morrer?!

 Não, não morre

 nunca!

 Não morre, não,

 a Esperança no coração!

A Esperança é Jesus!

 Certamente, semelhante expectativa ainda sustenta os corações de muitas crianças angolanas. Um diplomata, conhecido do meu companheiro de ideal ecumênico José Santiago Naud(1930-2020), cofundador da Universidade de Brasília (UnB), pôde apreciá-las em sua alegria inocente, apesar da guerra que ensanguentou a pátria de Agostinho Neto (1922-1979) por quase trinta anos:

“Disse-me o amigo de torna-viagem que no interior, perto de Luanda, viu comovido certa vez o grupo de uma centena delas, cantando em torno do seu mal pago professor, que dançava:

— Se eu pudesse voava

ao encontro da Paz,

abandonava essa guerra,

ficava ao lado da Paz”.

Liberdade e Esperança são dois valores dos quais a criatura humana não pode abrir mão. Deve, contudo, saber honrar o primeiro para ser merecedora permanente do segundo.

Ninguém aprisiona o Espírito de um homem livre, muito menos algema a Alma de uma mulher liberta pelo conhecimento da Verdade de Deus. Que o diga o Gandhi (1869-1948), que escreveu muitas de suas mais belas e decisivas páginas enquanto sofria prisões na luta pela libertação da Índia.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com

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