Saúde Pública

Londrina chega a 22 mortes por SRAG e mantém alerta para circulação de vírus respiratórios

Boletim da Saúde confirma quatro novos óbitos e mostra que vacinação contra a gripe segue abaixo da meta entre grupos prioritários.

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Por Da Redação
Londrina chega a 22 mortes por SRAG e mantém alerta para circulação de vírus respiratórios
UBS do Bandeirantes é referência para atendimentos de adultos relacionados às síndromes respiratórias. Foto: Emerson Dias/ NCom

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Londrina registrou mais quatro mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e chegou a 22 óbitos relacionados à doença em 2026. Os dados constam no mais recente boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que mantém monitoramento constante da circulação de vírus respiratórios no município.

Segundo o levantamento, os principais agentes identificados nas últimas semanas são os vírus Influenza A e B, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o rinovírus e o adenovírus. Apesar de alguns indicadores apontarem desaceleração dos casos graves, as autoridades de saúde reforçam que o cenário ainda exige atenção, especialmente entre grupos mais vulneráveis.

As quatro mortes confirmadas recentemente envolveram pacientes com comorbidades. Entre as vítimas estão uma mulher de 85 anos, que morreu após infecção por Influenza A, dois homens de 78 anos diagnosticados com VSR e um menino de apenas 2 anos, também vítima do vírus sincicial respiratório.

Com a atualização, Londrina contabiliza três mortes associadas à Influenza, cinco ao VSR e outras 14 sem identificação laboratorial do vírus causador.

Internações seguem sob monitoramento

Dados preliminares da Secretaria de Saúde apontam que entre 31 de maio e 6 de junho foram registradas 49 internações por SRAG na cidade. Desse total, 31 ocorreram entre adultos e 18 envolveram crianças de até 12 anos.

A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, afirmou que a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios continua pressionando os serviços de saúde.

Segundo ela, embora algumas notificações indiquem redução em comparação com semanas anteriores, ainda há registros de internações e mortes que exigem vigilância permanente por parte das equipes de saúde.

Atendimentos por síndrome gripal permanecem elevados

O Pronto Atendimento Infantil (PAI) realizou 2.927 atendimentos na última semana. Destes, 907 estavam relacionados a síndromes gripais, o equivalente a 30,9% do total.

Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os Prontos Atendimentos (PAs) e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência para doenças respiratórias registraram 15.508 atendimentos gerais no período. Entre eles, 2.542 foram motivados por sintomas gripais, representando 16,39% da demanda.

Vacinação continua abaixo da meta

A cobertura vacinal contra a Influenza segue distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde para os grupos prioritários.

Até o dia 16 de junho, a imunização alcançava 54,38% dos idosos, 107,32% das gestantes e apenas 32,65% das crianças. Considerando os três grupos, a cobertura geral está em 51,01%.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina é a principal forma de prevenção contra complicações causadas pela gripe, reduzindo o risco de internações e mortes.

Onde procurar atendimento

Pessoas com sintomas gripais devem buscar inicialmente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa. Casos mais graves podem ser encaminhados para as UPAs e prontos atendimentos do município.

Para crianças, o atendimento está disponível nas UBSs, no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no PA Leonor, que oferece assistência pediátrica todos os dias por meio da Rede Carinho.

A Prefeitura também ampliou o atendimento pediátrico nas UBSs Maria Cecília, na zona norte, e Ouro Branco, na região sul. Nessas unidades, crianças menores de 12 anos com sintomas respiratórios leves podem receber avaliação médica sem necessidade de encaminhamento prévio.

As autoridades de saúde orientam ainda que a população mantenha a vacinação em dia, higienize as mãos com frequência e evite ambientes coletivos ao apresentar sintomas respiratórios, medidas consideradas fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus em circulação.

Com informação do NCPML

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