Os casos de síndromes respiratórias continuam em queda em Londrina, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A redução foi observada tanto nos atendimentos por síndrome gripal quanto nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), indicando uma desaceleração da circulação dos vírus respiratórios. Apesar do cenário mais favorável, a vacinação contra a gripe entre os grupos prioritários permanece abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o levantamento, o Pronto Atendimento Infantil (PAI) realizou 2.688 atendimentos na última semana, uma redução de 9% em relação ao período anterior, quando foram registrados 2.954 atendimentos. Entre os casos atendidos, 689 estavam relacionados à síndrome gripal, correspondendo a 25% do total, contra 29% na semana anterior.
A diminuição também foi registrada nas unidades que atendem adultos. As UPAs Sabará e Centro e os Prontos Atendimentos União da Vitória, Leonor e Maria Cecília contabilizaram 14.100 atendimentos, queda de 11,5% em comparação aos 15.937 registrados na semana anterior. Desses atendimentos, 1.747 foram motivados por síndromes gripais, representando 12% do total, ante 13% na semana anterior.
Segundo a diretora interina da Vigilância em Saúde da SMS, Cláudia Monteiro, a redução acompanha o comportamento esperado das doenças respiratórias nesta época do ano.
"A queda ainda é lenta, mas acompanha a tendência esperada para esta época, tanto nos casos graves, que são as SRAGs e demandam internação, quanto nos atendimentos por síndrome gripal nos serviços de saúde", afirmou.
Casos graves e mortes permanecem estáveis
Na semana epidemiológica 26, correspondente ao período de 28 de junho a 4 de julho, Londrina registrou 43 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 21 em adultos e 22 em crianças de até 12 anos.
O boletim também informa que nenhuma morte por SRAG foi registrada na última semana. Com isso, o município mantém 28 óbitos relacionados à doença em 2026, sendo:
8 por influenza;
5 por Vírus Sincicial Respiratório (VSR);
15 sem identificação do agente causador.
Nos últimos 15 dias, os vírus com maior circulação em Londrina foram o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza A, Influenza B e o Rinovírus.
Vacinação continua abaixo da meta
Embora os indicadores da doença apresentem melhora, a Secretaria de Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
A cobertura vacinal contra a gripe entre idosos, gestantes e crianças chegou a 56%, bem abaixo da meta de 90%.
Entre os grupos prioritários, os índices são:
Idosos: 58%;
Crianças: 41%;
Gestantes: 119%, percentual superior à estimativa inicial da população-alvo.
A vacina contra a influenza está disponível gratuitamente para toda a população a partir dos seis meses de idade nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da área urbana, das 7h às 18h30. Na zona rural, a aplicação ocorre durante o horário de funcionamento de cada unidade.
Onde buscar atendimento
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que pessoas com sintomas gripais procurem, inicialmente, a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Os prontos atendimentos e UPAs devem ser utilizados em situações de urgência e emergência.
No caso das crianças, o atendimento pode ser realizado nas UBSs, no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no PA Leonor, que oferece atendimento pediátrico pela Rede Carinho diariamente, das 7h à 1h da madrugada. Quando necessário, pacientes também podem ser encaminhados ao Hospital Infantil e ao Pronto Atendimento Pediátrico do Hospitalar após avaliação na rede municipal.
Com informação do NCPML