Os moradores do Paraná com idade a partir de seis meses já podem receber a vacina contra a gripe nas unidades de saúde dos municípios. A ampliação da campanha entrou em vigor ontem, 29, após acordo entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems).
Até então, a vacinação era destinada exclusivamente aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Com a nova estratégia, a imunização passa a ser oferecida para toda a população, enquanto houver disponibilidade de doses.
A decisão busca ampliar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus influenza durante o inverno, período em que aumentam os casos de doenças respiratórias e as internações relacionadas à gripe.
Para atender à nova demanda, o Paraná recebeu do Ministério da Saúde um reforço de 408 mil doses da vacina. Com isso, o Estado passa a contar com 4.249.780 doses distribuídas às 22 Regionais de Saúde, que abastecem os 399 municípios paranaenses.
Cada prefeitura tem autonomia para definir a organização da campanha, incluindo horários de atendimento, locais de vacinação e eventuais ações especiais para facilitar o acesso da população.
Cobertura entre grupos prioritários ainda preocupa
Mesmo com a vacinação aberta ao público em geral, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a necessidade de que os grupos prioritários continuem procurando as unidades de saúde. A meta é imunizar 90% das cerca de 2,9 milhões de pessoas que fazem parte desse público.
Até o momento, foram aplicadas 2.411.279 doses, o equivalente a uma cobertura de 48,31%.
Entre os grupos prioritários, as gestantes apresentam o maior índice de vacinação, com 65,73%. Entre os idosos, a cobertura é de 49,94%, enquanto entre as crianças o índice chega a 41,69%.
A vacinação é considerada a principal forma de prevenir casos graves da influenza, reduzindo o risco de complicações, internações e mortes, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
A orientação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para consultar os horários de atendimento e garantir a imunização. Cada município pode adotar cronogramas próprios conforme a disponibilidade das equipes e da rede de saúde.
Com informação da AEN