Segurança

Caso Melissa: último acusado de ser mandante do crime é condenado em júri popular no Paraná

R
Por Redação
Atualizado: 24/04/2026 às 17h19
Arte: Comunicação MPF

Publicidade

Pena somou 31 anos e seis meses de prisão pela prática de homicídio qualificado consumado

Após 12 dias de sessão, em júri considerado um dos mais longos da história de réu único, foi concluído, na madrugada de ontem (25), o julgamento do último acusado de ser mandante do crime que culminou na morte da agente e psicóloga da Penitenciária Federal de Catanduvas, Melissa de Almeida Araújo, ocorrido em 25 de maio de 2017, na cidade de Cascavel (PR).

Além do procurador natural do caso, outros membros do Ministério Público Federal e integrantes Grupo de Auxílio ao Tribunal do Júri (GATJ) participaram do julgamento. O intuito do grupo nacional é auxiliar na atuação dos procuradores nos estados.

Roberto Soriano foi condenado a 31 anos e seis meses de reclusão, pela prática de homicídio qualificado consumado (artigo 121, § 2º, incisos I, IV, e VII, do Código Penal), em regime fechado. O réu encontra-se atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília (DF) e não terá direito de recorrer em liberdade.

Esta foi a décima tentativa de finalização do julgamento de Roberto Soriano, adiado por diversas vezes, inclusive por motivo de abandono do plenário do júri pela banca de advogados de defesa, em 1º de fevereiro deste ano.

Outros envolvidos

Edy Carlos Cazarim, Wellington Freitas da Rocha e Elnatan Chagas de Carvalho foram condenados pelo assassinato da psicóloga, em julgamento que terminou em 5 de fevereiro. A acusada Andressa Silva dos Santos foi absolvida. O julgamento de Roberto Soriano foi desmembrado dos demais réus.

Sobre o júri

Ocorreu na Sede Cabral da Seção Judiciária de Curitiba (SJPR) e foi presidido pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. Teve início em 14 de agosto, somando 12 dias de sessão, das 8h às 22h, que se estendeu, inclusive, por todo final de semana. O júri foi um dos mais longos da história de réu único.

Histórico

Melissa foi morta em frente ao condomínio onde morava com o marido, que ficou gravemente ferido, e o filho. Sua residência ficava distante 55 km de Catanduvas. A psicóloga teve sua rotina monitorada por pelo menos 40 dias e foi considerada um alvo de ‘fácil alcance’, de acordo com as investigações. Por se tratar de crime contra a vida de servidor público federal em razão do exercício de suas funções, a competência para julgamento é do Tribunal do Júri da Justiça Federal.

Processo nº 5004978-29.2023.4.04.7000/PR

Ascom/Ministério Público Federal no Paraná

Receba notícias no celular Entre no nosso grupo do WhatsApp e fique por dentro de tudo
Entrar no grupo

Recomendados para você
Mais lidas da semana

Publicidade