A indústria do Paraná avalia que uma nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode trazer impactos significativos para as exportações do estado. Segundo estimativa da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), aproximadamente 75% das vendas industriais paranaenses destinadas ao mercado norte-americano devem permanecer sujeitas à cobrança adicional.
A medida preocupa setores considerados estratégicos para a economia estadual, como madeira serrada, compensados, portas, móveis, papel, revestimentos cerâmicos e outros produtos de base industrial. A avaliação da entidade é que a sobretaxa pode reduzir a competitividade das empresas paranaenses em um dos principais destinos das exportações.
Em 2025, a indústria do Paraná exportou cerca de US$ 1,3 bilhão para os Estados Unidos. Com o aumento dos custos provocado pela nova tarifa, empresas podem enfrentar dificuldades para manter contratos, investimentos e ritmo de produção.
Produtos paranaenses ficaram fora da cobrança
Apesar do impacto estimado sobre a maior parte das exportações industriais, alguns produtos foram incluídos em uma lista de exceções e não serão atingidos pela nova tarifa. Entre eles estão tilápia, café solúvel, mel e couro.
Para a Fiep, porém, o volume de produtos que continuará sendo tributado representa uma parcela significativa da pauta exportadora do estado, o que mantém a preocupação entre empresários e setores produtivos.
Entidade defende retomada das negociações
A Federação afirma que apresentou argumentos técnicos ao governo dos Estados Unidos para tentar retirar produtos paranaenses da medida. A entidade também participou de discussões realizadas em Washington, defendendo que os itens exportados pelo Brasil não competem diretamente com a produção norte-americana, mas fazem parte de cadeias produtivas integradas entre os dois países.
Com a confirmação da tarifa, a Fiep defende que Brasil e Estados Unidos retomem rapidamente as negociações para buscar uma solução que reduza os impactos econômicos.
A entidade considera que a manutenção do diálogo é fundamental para preservar a relação comercial entre os países, garantir segurança para empresas exportadoras e evitar reflexos sobre produção e empregos no Paraná.
Com informação do Sistema Fiep