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A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, participou, na noite da segunda-feira (5), no Uruguai, das comemorações dos 53 anos de fundação da Frente Ampla (Frente Amplio), coalizão de partidos de centro-esquerda que governou o país por 15 anos consecutivos. Gleisi discursou durante a plenária, coordenada pelo presidente da FA, Fernando Pereira, e que contou com importantes lideranças políticas da Frente, como o ex-presidente Pepe Mujica.

 “Estou muito emocionada de estar aqui porque a Frente Ampla sempre foi uma referência para nós no Brasil, na construção do nosso partido e nas alianças que fizemos ao longo de nossa existência e das nossas campanhas eleitorais”, discursou a petista.

“Nós sempre olhávamos para aqui e dizíamos que um dia a gente iria construir algo parecido e semelhante. Não é uma coisa simples, temos 44 anos e somente agora conseguimos constituir uma federação de partidos com o Partido Comunista do Brasil e o Partido Verde e tem sido uma experiência muito positiva”, afirmou Gleisi na abertura da sua fala.

Gleisi também agradeceu à Frente Ampla do Uruguai pelo apoio e solidariedade durante todo o processo vivido no Brasil, “desde o golpe contra a presidenta Dilma até a prisão do presidente Lula. Me lembro do presidente Mujica e de outros companheiros daqui fazendo visitas e agora na nossa vitória eleitoral em 2022. Este apoio e a solidariedade foram fundamentais para que a gente pudesse enfrentar  o processo de desconstrução de nosso país e a extrema-direita”, destacou ela.

Ela relatou a experiência política vivida durante a campanha presidencial de 2022, quando foi constituída uma coligação de partidos em torno do presidente Lula que garantiu a vitória das forças democráticas contra a extrema-direita.

“Trago aqui também o abraço do presidente Lula que pediu para que eu externasse a vocês os parabéns pelo aniversário da Frente Ampla. Nós estamos juntos nesta caminhada”, informou Gleisi.

A presidenta do PT falou da expectativa sobre uma nova vitória da Frente Ampla nas eleições deste ano no Uruguai.

“Nós estamos aqui numa torcida grande para que a Frente Ampla volte a governar o Uruguai. Não somente na torcida, mas queremos nos colocar à disposição, o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras como um partido irmão da Frente Ampla quer estar junto para ajudar a chegar nesta conquista. Nós já tivemos uma excelente experiência de governos conjuntos, quando governamos com o presidente Lula, a presidenta Dilma e Tabaré Vasquez e presidente Mujica. Foi um momento de grandes conquistas e de grandes avanços para os nossos países, para os nossos povos e para a unidade política também”, lembrou Gleisi.

Reconstrução do Brasil e reposicionamento mundial

Gleisi falou também sobre o momento atual vivido pelo Brasil, após um ano do governo Lula. “Estamos passando no Brasil por um momento muito especial, que é um momento de reconstrução do país. Desde o golpe contra a presidenta Dilma, nós enfrentamos dois governos que tinham como objetivo reduzir o Estado, retirar os programas sociais e os investimentos e colocar o estado apenas a serviço de interesses do liberalismo e do capital”, relatou.

Ela fez um relato sobre como o presidente Lula encontrou o governo, com o orçamento totalmente desestruturado pelos gastos exorbitantes praticados pelo governo anterior durante o período eleitoral, a tentativa de golpe contra as instituições democráticas no dia 8 de janeiro, que está sendo objeto de prisões, investigações e enfrentamento com muita firmeza para que não se tenha nenhum tipo de condescendência aos golpistas.

“Então 2023 foi um ano de reconstrução das políticas sociais e do desenvolvimento. O presidente Lula se concentrou em colocar de pé todos os programas que nós tínhamos construído ao longo de quase 14 anos de gestões do PT e conseguiu fazer isso. Conseguiu pela experiência que teve, governou o Brasil por duas vezes, montou uma equipe de muita experiência e num curto espaço de tempo, um ano de governo, colocou todos os programas novamente  em funcionamento. Alguns ainda vão ter resultados mais à frente, principalmente os relativos a investimentos”, disse.

Gleisi também ressaltou para os membros da Frente Ampla a importância do reposicionamento do Brasil no cenário internacional. “O Brasil deixou de ser um pária, para voltar à cena internacional. O presidente Lula dedicou o ano passado para fazer várias visitas e contatos para buscar a integração, não somente dos governos, mas também dos povos, para que a gente possa avançar, e tem um carinho especial para a questão latino-americana e com o continente africano.”

Porém, Gleisi Hoffmann alertou para a forte influência da extrema-direita ainda existente no Brasil, apesar de todos os escândalos, tentativa de golpe e denúncias ligadas ao ex-presidente.

“Não basta a gente colocar os programas e projetos de governo para a população, nós temos que fazer a disputa política cotidiana sobre o projeto que defendemos e, cotidianamente, dizer para o que viemos, o que somos e quais as causas que nos move para disputar as mentes e os corações”, enfatizou.

Defesa da integração regional dos povos

Gleisi defendeu na plenária o fortalecimento dos partidos com os movimentos e as organizações sociais e sindicais e também a importância da formação, que ela considerou como “fundamental para a disputa política que nós travamos, que não é só uma disputa eleitoral, mas a disputa de hegemonia de um pensamento, de um projeto que nós defendemos nos seios de nossas sociedades”.

A presidenta nacional do PT finalizou sua fala defendendo a integração regional.

“Não somente essa integração entre governos, formal, mas também a integração dos nossos povos, da luta que nós fazemos conjunta. Quero aqui parabenizar o presidente Mujica que no ano passado começou um movimento nesse sentido, falou com o presidente Lula e com lideranças regionais e chamou uma conversa sobre a integração regional, a integração do povo latino-americano, e vamos ter como consequência disso uma jornada latino-americana e caribenha em Foz do Iguaçu (Paraná), na nossa tríplice fronteira, para chamar os movimentos sociais, movimentos sindicais e partidos políticos desses países para conversar sobre isso. Quais são as lutas que nos une, precisamos nos unificar para que a gente possa fortalecer a luta popular e fortalecer a nossa região”, conclamou Gleisi.

Agência PT

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