O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) voltou a defender o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/2025), que propõe substituir a atual escala de trabalho de seis dias de atividade por um de descanso (6x1) pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga (5x2). Segundo o parlamentar, a mudança pode provocar aumento dos custos de produção, pressionar a inflação e gerar dificuldades para diversos setores da economia.
Em pronunciamento no Senado, Oriovisto afirmou que a proposta trata de um tema complexo e que sua votação não deveria ocorrer em um ambiente de forte pressão política. Na avaliação do senador, a alteração na jornada de trabalho pode produzir efeitos negativos, especialmente para empresas que dependem de operações contínuas.
Como exemplo, o parlamentar citou uma cooperativa do interior do Paraná que atua na produção de frangos. Segundo ele, representantes da entidade relataram que a adoção da nova escala exigiria a contratação de cerca de 3 mil trabalhadores para manter as atividades, já que o manejo dos animais ocorre diariamente, sem interrupções.
Oriovisto também afirmou que, além da dificuldade para encontrar mão de obra disponível, haveria limitações de infraestrutura para acomodar novos funcionários. Para o senador, o aumento das despesas com contratações ou pagamento de horas extras poderia ser repassado aos consumidores por meio da elevação dos preços.
O parlamentar ainda argumentou que trabalhadores de menor renda poderiam ser afetados indiretamente pelos efeitos econômicos da proposta, caso o aumento dos custos de produção resulte em inflação.
A PEC 8/2025 ainda está em discussão no Congresso Nacional. A proposta divide opiniões entre representantes dos trabalhadores, que defendem a redução da jornada como forma de ampliar a qualidade de vida e o equilíbrio entre trabalho e descanso, e entidades empresariais, que alertam para possíveis impactos sobre os custos, a produtividade e a geração de empregos.
O posicionamento apresentado por Oriovisto representa a avaliação do senador durante o debate da matéria, que segue em tramitação no Legislativo federal.
Com informação da Assessoria do senador Oriovisto Guimarães