Política

Presidente da Credn, Filipe Barros comandará audiência sobre crime transnacional

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Por Redação
Atualizado: 24/04/2026 às 16h31
Foto: Alan Santos/Comunicação Filipe Barros

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) aprovou na quarta-feira (26) requerimento do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) para a realização de audiência pública, em data a ser marcada, que discutirá a presença de organizações criminosas transnacionais que ameaçam transformar o Brasil em um narcoestado.

Filipe lembrou que, segundo pesquisas recentes, entre 50 milhões a 61 milhões de pessoas no Brasil (algo entre 25% e 30% da população nacional) residem em áreas controladas pelo crime organizado, onde imperam o Estado paralelo com seus sistemas político, econômico e jurídico.

 “No entanto, para o presidente Lula, ‘os traficantes são vítimas dos usuários’. Ao que parece, apenas os EUA se mostram dispostos a pôr um fim nessas organizações, impedindo que barcos carregados de drogas ingressem em seu território. Na contramão, o Brasil, que foi chamado a classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, negou-se a fazê-lo de forma contundente”, afirmou o presidente da Credn.

O Brasil divide quase 17 mil quilômetros de fronteiras com dez países. Entre eles, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Peru, produtores de cocaína e maconha, drogas ilícitas que cruzam o território nacional com destino aos mercados consumidores dos EUA e Europa, inclusive por rotas que incluem o Atlântico Sul e a África Ocidental.

De acordo com Filipe Barros, “há vários anos, deixamos de ser apenas um país de trânsito, o que, de alguma forma, servia de desculpa por parte das autoridades diante do combate ineficiente ao crime organizado”, destacou.

Repúdio contra Lula

Filipe Barros também teve aprovada moção de repúdio às declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por afirmação feita no exterior em defesa dos narcotraficantes. Em 24 de outubro, em Jacarta, na Indonésia, Lula afirmou que traficantes “são vítimas dos usuários de drogas” e que seria “mais fácil” combater viciados.

Audiência com María Corina

A Credn aprovou ainda requerimento do presidente do colegiado para realizar audiência pública com María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Engenheira e professora, María Corina foi “alijada do processo político venezuelano por uma ditadura apoiada e sustentada pelo Foro de São Paulo”, afirmou o deputado.

Filipe lembrou que, “desde 2014 sem poder sair do país, pois teve o passaporte cassado após cumprir agenda na Creden no mês de abril daquele ano, ela desafia um regime que persegue, prende, tortura e assassina, desde 1999”, assinalou.

Lucas Marcondes/Texto adaptado de conteúdo original produzido pela assessoria de imprensa da Credn

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