Londrina

Gaeco e Vigilância em Saúde realizam nova fase da Operação Dalila contra comércio de cosméticos falsificados em Londrina

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis residenciais, comerciais e guarda-volumes utilizados para armazenar produtos sem registro sanitário e com rótulos falsificados.

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Por Da Redação

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), e a Vigilância em Saúde de Londrina deflagraram, nesta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Dalila, que investiga a comercialização e a distribuição de cosméticos falsificados e sem registro sanitário na cidade.

A ação teve como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. As diligências ocorreram em endereços residenciais e comerciais de um dos investigados, além de guarda-volumes que, segundo as investigações, eram utilizados para armazenar produtos irregulares e dificultar a fiscalização dos órgãos competentes.

Produtos representavam risco à saúde

De acordo com o Ministério Público, os cosméticos investigados incluem itens como colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem. Os produtos teriam origem desconhecida, rótulos falsificados e ausência de registro obrigatório na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), condições que podem representar riscos à saúde dos consumidores.

As investigações apontam ainda que a distribuição ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico, abastecendo tanto profissionais da área da beleza quanto consumidores finais.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes buscaram apreender cosméticos adulterados ou sem registro, embalagens, materiais utilizados para rotulagem clandestina e equipamentos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Operação teve início em 2025

A segunda fase da Operação Dalila é um desdobramento das investigações iniciadas em outubro de 2025. Na primeira etapa, foram realizadas prisões em flagrante relacionadas ao armazenamento e à comercialização de cosméticos falsificados, entre eles cremes capilares que reproduziam indevidamente uma conhecida marca internacional.

Segundo o MPPR, a análise dos aparelhos celulares apreendidos naquela ocasião permitiu identificar fornecedores responsáveis por abastecer o mercado clandestino por meio de importações irregulares.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo. As investigações continuam.

Com informações do Ministério Público do Paraná.

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