Norte do Paraná

Municípios do Norte do Paraná avançam no fim dos lixões e ampliam gestão ambiental dos resíduos

Levantamento mostra que cidades da região implantaram coleta seletiva, fortaleceram a reciclagem e reduziram impactos ambientais, embora alguns municípios ainda enfrentem desafios para cumprir a legislação.

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Por Da Redação

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A destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos tem avançado em municípios do Norte do Paraná, impulsionada por medidas adotadas após ações de articulação entre órgãos públicos e administrações municipais. Levantamento do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná (MPPR), aponta que diversas cidades conseguiram desativar lixões, ampliar a coleta seletiva e estruturar sistemas de reciclagem, promovendo benefícios ambientais, sociais e para a saúde pública.

Um dos casos de maior destaque é o de Faxinal, onde um lixão a céu aberto que permaneceu em operação por aproximadamente duas décadas foi desativado no mês passado. Desde então, o município iniciou a implantação da coleta seletiva, organizou o sistema de reciclagem e trabalha na elaboração de um projeto para construção de um aterro sanitário.

Os avanços tiveram início após uma reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores municipais, representantes de órgãos ambientais e integrantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos nos municípios da região.

Avanços em diferentes municípios

Além de Faxinal, Jataizinho também passou por mudanças significativas. O antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada e uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento, permitindo que a destinação dos resíduos urbanos passasse a ser realizada de forma ambientalmente adequada.

Atualmente, segundo informações do MPPR, 15 famílias obtêm renda por meio da cooperativa, que também contribui para ampliar a conscientização da população sobre a separação correta dos materiais recicláveis.

O levantamento também registra avanços em Cambé, Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios e São João do Ivaí.

Entre as medidas implantadas estão a regularização de áreas de transbordo, fortalecimento da coleta seletiva, obtenção de licenças ambientais e elaboração de projetos destinados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da gestão dos resíduos sólidos.

Reflexos na saúde e no meio ambiente

De acordo com o relatório, as mudanças vão além da preservação ambiental. A destinação correta dos resíduos reduz os riscos de contaminação do solo e dos recursos hídricos, diminui a proliferação de insetos e animais transmissores de doenças e fortalece a reciclagem, contribuindo para a geração de emprego e renda por meio das cooperativas de catadores.

Especialistas também apontam que a eliminação dos lixões representa um importante avanço para a qualidade de vida da população, reduzindo impactos ambientais que historicamente afetam comunidades próximas a essas áreas.

Desafios permanecem

Apesar dos resultados positivos, o diagnóstico mostra que alguns municípios ainda enfrentam dificuldades para adequar a gestão dos resíduos sólidos.

Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas para regularização ambiental. Em Porecatu, o lixão continua em operação e ainda são necessárias providências relacionadas ao licenciamento ambiental.

Já em Kaloré, houve retrocesso. As obras da nova área de transbordo foram paralisadas e o lixão permanece em funcionamento. Segundo o MPPR, o caso continua sendo acompanhado judicialmente para que o município regularize a destinação dos resíduos, implante um aterro sanitário e coloque em funcionamento um barracão de reciclagem.

A expectativa é que a continuidade das ações de fiscalização e do apoio técnico aos municípios contribua para ampliar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, reduzindo os impactos ambientais e melhorando a qualidade de vida da população em toda a região Norte do Paraná.

Com informações do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema).

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